Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

francisfotopoesiaeimagem

francisfotopoesiaeimagem

VIDAS... ESTAS VERDADES E SENSAÇÕES // Comercialização

Vidas... Estas verdades e sensações.PNG

Vidas... Estas verdades e sensações // Comercialização

Serve o presente para indicar que, após este primeiro período de comercialização, o livro foi já proposto a todos os grandes grupos comerciais com quem trabalhamos, como a Fnac, Bertrand, CTT, Auchan, Sonae, El Corte Inglés, Porto Editora, Jerónimo Martins, etc. De momento, ainda não tivemos a confirmação para colocação física no livro nestes pontos, mas estarão sempre disponíveis para aquisição em qualquer loja do grupo, em todo o país.

Está já disponível nos seguintes pontos:
Chiado Books;
Fnac;
Bertrand;
Wook.

Foi também enviado para os seguintes pontos livreiros:

Livraria de José Alves
Rua da Fábrica, n.º 74
4050-246 Porto

Livraria Esperança
Rua dos Ferreiros, 119
9000-082 Funchal

Livraria Oswaldo Sá
Rua 25 de Abril, 435
4710-913 Braga

Recordamos, ainda, a venda no website da Chiado Books (www.chiadobooks.com).

BREAK MEDIA
Publishing Group

Tel.: (+351) 213 460 100
Rua de Cascais, 57, Alcântara
1300-260 Lisboa, Portugal

Tel.: (+55) (11) 3179-0085
Conjunto Nacional, cj. 2113, 2114 e 2115, Avenida Paulista 2073,
Edifício Horsa 1, CEP 01311-300 São Paulo, Brasil

QUANDO EU FOR GRANDE

Charles Spencer Chaplin_Desejos.jpg

QUANDO EU FOR GRANDE

Quando eu for grande, serei tudo,
Serei herói, aviador,
Serei eu, feito surdo, mas nunca mudo,
Saberei jardinar o amor, respeitar a dor...
Quando eu for grande, já adolescente,
Terei donzelas ao meu lado,
Pouco tendo de inconsciente
E confiante bem-amado...
Quando eu for grande, farei viagens,
Serei doutor, um possível milionário,
Fumarei charros, terei miragens,
Serei invencível, nalgum imaginário...
Quando eu for grande, mandarei em todos
E ninguém dará ordens que me dobrem,
Dominarei, quantos tolos, a meus modos
E visionarei anos que me sobrem...
Quando eu for grande, olharei para o passado,
Olhando quanto me é lembrança
E perceber que nem tudo foi alcançado...
Hoje, que sou grande, quero voltar a ser criança!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

ANIMAL QUE SOU...

Animal que sou....jpg

ANIMAL QUE SOU...

Portanto animal que sou,
Não nasci pra estar parado,
Ao invés de todas as árvores,
Cujas andam se o vento as arrancou
E para outro lado as arrastou...
A Mãe Natureza assim nos abençoou,
Antes de nos transformar cadáveres!...
Não consigo ficar sossegado,
Colado a qualquer assento,
Talvez que à excepção numa rocha,
Qualquer que seja, de estrada,
Olhando pra todo o lado,
Estudando um desgraçado,
Em quanto seu lamento,
Roto, descalço e sem nada,
Sonhando ter uma tocha...
Que o buraco onde mora é pobre
E nem a hora conhece,
Quando o corpo lhe estremece,
À espera que o sino dobre!...
Por animal que sou, avanço,
Por entre as árvores paradas,
Altos e baixos, caminhos afora,
Agradecendo o que alcanço,
Deixando para trás as estradas
E o horizonte por minha hora!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

A SOCIEDADE PRECISA DE MEDÍOCRES

Lobo Antunes.jpg

A SOCIEDADE PRECISA DE MEDÍOCRES

Acredito que muitos de nós já pensaram nisto mas assim escrito pelo Lobo Antunes ganha uma clareza genial:
“A sociedade necessita de medíocres que não ponham em questão os princípios fundamentais e eles aí estão: dirigem os países, as grandes empresas, os ministérios, etc. Eu oiço-os falar e pasmo não haver praticamente um único líder que não seja pateta, um único discurso que não seja um rol de lugares comuns. Mas os que giram em torno deles não são melhores. Desconhecemos até os nossos grandes homens: quem leu Camões por exemplo? Quase ninguém. Quem sabe alguma coisa sobre Afonso de Albuquerque? Mas todos os dias há paleios cretinos acerca de futebol em quase todos os canais. Porque não é perigoso. Porque tranquiliza.
Os programas de televisão são quase sempre miseráveis mas é vital que sejam miseráveis. E queremos que as nossas crianças se tornem adultos miseráveis também, o que para as pessoas em geral significa responsáveis. Reparem, por exemplo, em Churchill. Quando tudo estava normal, pacífico, calmo, não o queriam como governante. Nas situações extremas, quando era necessário um homem corajoso, lúcido, clarividente, imaginativo, iam a correr buscá-lo. Os homens excepcionais servem apenas para situações excepcionais, pois são os únicos capazes de as resolverem. Desaparece a situação excepcional e prescindimos deles.
Gostamos dos idiotas porque não nos colocam em causa. Quanto às pessoas de alto nível a sociedade descobriu uma forma espantosa de as neutralizar: adoptou-as. Fez de Garrett e Camilo viscondes, como a Inglaterra adoptou Dickens. E pronto, ei-los na ordem, com alguns desvios que a gente perdoa porque são assim meio esquisitos, sabes como ele é, coitado, mas, apesar disso, tem qualidades. Temos medo do novo, do diferente, do que incomoda o sossego.
A criatividade foi sempre uma ameaça tremenda: e então entronizamos meios-artistas, meios-cientistas, meios-escritores. Claro que há aqueles malucos como Picasso ou Miró e necessitamos de os ter no Zoológico do nosso espírito embora entreguemos o nosso dinheiro a imbecis oportunistas a que chamamos gestores. E, claro, os gestores gastam mais do que gerem, com o seu português horrível e a sua habilidade de vendedores ambulantes: Porquê? Porque nos sossegam. Salazar sossegava. De Gaulle, goste-se dele ou não, inquietava. Eu faria um único teste aos políticos, aos administradores, a essa gentinha. Um teste ao seu sentido de humor. Apontem-me um que o tenha. Um só. Uma criatura sem humor é um ser horrível. Os judeus dizem: os homens falam, Deus ri. E, lendo o que as pessoas dizem, ri-se de certeza às gargalhadas. E daí não sei. Voltando à pergunta de Dumas
– Porque é que há tantas crianças inteligentes e tantos adultos estúpidos?
não tenho a certeza de ser um problema de educação que mais não seja porque os educadores, coitados, não sabem distinguir entre ensino, aprendizagem e educação. A minha resposta a esta questão é outra. Há muitas crianças inteligentes e muitos adultos estúpidos, porque perdemos muitas crianças quando elas começaram a crescer. Por inveja, claro. Mas, sobretudo, por medo."

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

» "Só me resta CONCORDAR e fazer a MAIOR das vénias... Mentes ACORDADAS!!" » ( Manuel Nunes Francisco ©® )

VIDAS BARATAS

Vidas baratas I.jpg

Vidas baratas II.jpg

VIDAS BARATAS

São os comerciantes de carne
E até aos ossos, senão o cerne,
Idealizam montar um negócio,
Por soberbo palco de conflito,
Com quem a vida é tão barata
E fazendo disso o melhor ócio...
Tudo isso ultrapassou um mito,
Em quão alimento de fortunas,
Pouco importa quem se abata
E se no sangue lavam as unhas!...
Escondidos, por trás das dunas,
Fazem contas e metem cunhas,
Sempre vendendo argumentos
E jogando, às cartas, as cabeças...
Nas mangas omitem os tentos,
Deitados no mundo às avessas,
Explicando que tudo esqueças
E que não são o que tal pensas!...
Lançam-se homens ao combate,
Vendem-se vidas de tão barato,
Porquanto são carne para abate
E monta-se a banca em aparato...
Mandam seus filhos às compras
E avisando que não se enganem,
Seja no trilho e norte às guerras,
Que não deles, tanto nas armas,
Em tais quantidades, por sobras
E sendo do melhor que matem!...
E se o negócio está já avançado,
Barata é a vida dum desgraçado!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

SABEDORIA DE BURRO

Sabedoria de burro.png

SABEDORIA DE BURRO

Todo quem não seja burro,
Não precisa de muitos sons,
Bastando apenas o sussurro,
Para explorar os seus dons...

Inteligência, atrás do nome,
Não seguindo o que se conte,
Nem deixando que o dome
E muito menos que o monte...

Sacudindo qualquer albarda,
Ou cabresto que lhe ponham,
Sempre defendendo a farda...

Estudando os demais burros,
Tão asnos, que nem sonham
O som de tantos seus zurros!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

MEU POBRE ENTENDIMENTO...

Meu pobre entendimento....jpg

MEU POBRE ENTENDIMENTO...

Por muito que tente, não consigo!...
Não alcanço esses quantos conflitos,
Todos os desentendimentos sociais
E não é pra parecer bem que o digo!...
Tantas guerras, miséria, ódios soltos,
Para demais engordarem nos currais...

Por tempo que me dedique a pensar,
Mais vazio me sinto, em qual reflexão,
Tentando esmiuçar o lado da questão,
Mesmo ao lado, com tudo isto a passar
E que nada posso fazer, tal a desilusão,
Tão-pouco falar, numa mera sugestão!...

Mal abro conversa, eis-me apedrejado,
De pés e mãos atado, – queriam eles! –,
Mas a conversa torna-se deveras acesa,
Pois que nem de boca eu nasci aleijado,
Tendo argumentos e para todos aqueles
Que jamais se sentaram comigo à mesa!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

MINHA PEDRA FILOSOFAL

Minha pedra filosofal II.jpg

MINHA PEDRA FILOSOFAL

Vocês não sabem, nem sonham,
O quanto eu sonho na vida,
Seja ela ganha, ou perdida,
Por sonhos que me arrulham...
Neste Universo, colorido,
Salto, pulo e avanço,
Mesmo naquilo que não alcanço,
Mas nunca de arrependido;
Desenho sempre esperança,
Nas cores do melhor pincel,
Pintando tudo cor de mel,
Por meus olhos de criança,
Nestes meus sonhos, lembranças,
Esculturas de um futuro,
Não vendo, pela frente, o muro,
Na inocência de crianças...
Derrubo pedras em que tropeço,
Semeando esses meus sonhos
E querendo colher, aos molhos,
Quantos dos delírios que peço.
Vocês não sonham, mas sabem,
Dessas viagens universais,
Em naus, por rotas celestiais
E sem ventos que as levem...
Procuro sonhadores, argonautas
E cujos me sejam fiéis,
Que se façam ao mar, de batéis,
Em oníricos sons de flautas,
Odes, cânticos de ninfas e trovadores,
Oriundos dos mais belos areais,
Olhando horizontes ancestrais
E escravos a ilhas dos amores...
Ah, se vocês soubessem sonhar
E por entre meus sonhos viver,
Muito me iriam agradecer,
O quanto vos estou a falar!...
Sonho, como gaivota aguerrida,
Tipo asa-delta e que sobrevoa
Telhados em que a voz entoa,
Por fados de garganta dorida
E seguindo passos da dulcineia,
Nos segredos de vielas escuras,
Procurando meus sonhos e curas,
Numa pedra filosofal e panaceia;
Sonho acordado, olhando o Sol,
Adormeço a sonhar, noite fora,
Sonho andando, a toda a hora,
Seguindo sonhos, qual girassol...
Se nada houver num dia de rol,
Troco de sonhos e sigo caminho,
Serei a eterna criança e sozinho,
Seguindo sonhos de algum farol...
Ou subirei ao alto de um capitel,
Abraçando a luz que tanto vejo,
Fazendo do meu sonho o desejo
E cujo será a obra do meu cinzel!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

SINCERO, É TAL OLHAR...

Sincero, é tal olhar....jpg

SINCERO, É TAL OLHAR...

Tudo começa nos olhos...
É com eles que vemos o mundo,
Orientamos os nosso sonhos,
Da serra, indagamos o vale profundo,
Tentando entender onde estamos,
Se num paraíso, ou qual inferno,
Encobertos nas vestes que trajamos,
Escondendo todo o nosso cerno.
Tudo se inicia nalgum olhar,
Quanto amor, ódio, presunção,
Sem que se saiba onde parar,
Numa vida repleta de masturbação...
São, os olhos, todo o reflexo da verdade,
Por muito que disfarçamos a mentira,
A força, vontade de seguir, a ansiedade,
Por mais que uma lágrima nos fira.
Tudo se concentra nesse imaginar,
Na pesquisa de tudo à nossa volta,
Olhando a distante planície e sonhar,
Tendo Deus, ou o Diabo, à solta!...
O olhar, será a verdade indiscutível,
O juiz, de quantos no banco dos réus,
Na busca da absolvição credível,
Chave de entrada no reino dos céus!...
É tudo, nesses olhos, que tal começa,
Alegria, tristeza, verde e senão madura,
A esperança, de quem nunca adormeça,
Na pesquisa e moral, que quão perdura...
Sinceridade nobre, todo esse cintilante,
Observação, enquanto outro olhar nos procura,
Como se regas, nalgum prado verdejante,
De frescos riachos e tanta maior loucura...
Nos olhos, encontramos o que vemos,
Sem que nada se esconda, camuflado,
A realeza de quanto aquilo que somos,
Pois que o olhar jamais será disfarçado!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

ESPINHOS DA SOCIEDADE

Espinhos da sociedade II.jpg

ESPINHOS DA SOCIEDADE

Interrogo-me nesses quanto me odeiam,
Gostariam de escarrar e cuspir, em cima?!...
Na dor de corno, cotovelo, que semeiam,
Não são palavra a poema de ilustre rima!...
Se pensam ser melhor néctar que tal uva,
Espremam-se bem, a que não darão gota,
Por filoxera... Tirem o cavalinho da chuva!...
Não sou similar praga, cujo tempo esgota!
Nalguma irritada tentativa e qual colheita,
Nem olham a ferramentas para me podar,
Esquecendo quanta própria feroz maleita...
Questiono tanto desconhecer dos factos,
Quantos reles argumentos e em nada dar...
Não mais que espinhos de viçosos cactos!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D