Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

francisfotopoesiaeimagem

francisfotopoesiaeimagem

ESCRAVOS DA LIBERDADE

Liberdade.jpg

ESCRAVOS DA LIBERDADE

 

Que transportas, tu e às costas,
Serão rosas, ou serão os cravos?...
Tu, que apregoas o que gostas
E que fazes parte dos escravos!

 

Cravos, vermelhos e liberdade
E, talvez, que numa tal ilusão,
Vivendo, dia-a-dia, a ansiedade
E o rumo de tamanha frustração.

 

Fomos, somos e continuaremos,
Sendo sangue e demais bebido,
Naquilo que nunca conseguimos...

 

Seremos o rumo de uma utopia,
Num caminho ditado e perdido
E que, um dia, alguém prometia!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

MINHAS CINZAS

Minhas cinzas.jpg

MINHAS CINZAS

Serei as cinzas, que se tornarão acendalhas,
Ateando quantas fornalhas
E que te queimarão, nas maiores chamas,
Nessa maldade e por aqueles que tramas.



Serei cinzas, atiradas ao mar,
Às águas em que irás navegar,
Depois da minha passagem,
Desta, para a outra margem...



Serei teu travesseiro, à noite,
Em quantos dos teus pensamentos,
Em confissão de alguns tormentos...



Serei telha, de casa que te acoite,
Lençol e manta, um teu agasalho,
Pão na mesa, feita do melhor carvalho.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

 

INFORTÚNIOS

Infortúnios - Sócrates.jpg

INFORTÚNIOS


A vida, serão três tiros:
Um, de quem nos mata,
Outro, pelo que se morre,
Mais o disparado no escuro
E demais não me ocorre!...
O resto, são meros suspiros,
Que qualquer anda à cata,
Neste mundo sem futuro,
Por devaneios da vida
E sorte mais merecida.
A vida, é o Sol no obscuro,
Não mais que pé descalço
E por trilhos do percalço,
Marrada de corno duro,
Pedra caída no charco,
Rombo feito num barco,
Navegante sem embarco,
Ou criança pedindo colo,
Linha recta, sobre o solo,
Ou dobrada e feita arco…
A vida, é o tanto desejado,
Alucinação dos desgraçados,
Quantas vezes apedrejados
E por rumo não meditado…
E se os genitores meditassem,
Repensavam nos que nascem!
Entre a razão e os vaticínios,
Dobram-se os sinos da aldeia
E sem ninguém fazendo ideia,
Qual a razão dos infortúnios…

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

LOUCA E TAL GATA

Louca e gata.jpg

LOUCA E TAL GATA

 

Louca, esta gata, que não me larga,
Olhos feitos em mim e com ternura,
Em tanto carinho, que em si carrega,
Minutos, horas, tempo que perdura...

 

Olhos verdes, em dita cor de traição,
Mas que seduzem, tal olhar de amor,
Quando me procuram, à minha mão
E se deixa acariciar, no menor pudor...

 

Macio, esse seu corpo, quanto baste,
Que busca, o qual desejo, tão doida
E porventura de que não me afaste.

 

Minha gata louca, nalgum ronronar,
Que te arrastas, por quem te cuida,
Deixas-me preso, num teu procurar...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

ESTE POVO À BEIRA-MAR

Este povo à beira-mar.jpg

ESTE POVO À BEIRA-MAR

 

Meu povo, que te renegas ao nome,
Em quanto teu orgulho por lusitano,
Na incerteza, que tanto te consome
E por quais que te chupam o tutano.

 

Povo e mendigando, em triste fado,
Sustentando corruptos, dia após dia,
Amarrados, como bois, ao seu arado
E lubridiados por quantos tais confia.

 

Feitos escravos e na maior cegueira,
Por espertos, traficantes de mentira,
Colhendo ventos da sua sementeira...

 

Talvez que semente de boa colheita,
Mas que por malvadas terras se atira
E que nada sendo, que obra desfeita.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

TAIS MAGNÍFICAS

Tais magníficas I.png

TAIS MAGNÍFICAS

 

Tais e magníficas, que são,
Estas frondosas e capitais,
Que nos enchem o coração
E suas filhas, belas demais.

 

Cada qual no seu cantinho,
Por estradas abandonadas,
Neste jardim e tão sozinho,
Pobres e quão degradadas...

 

E prisioneiras dum reles pai
E de uma família tão servil,
Ai, de quem soar menor ai!...

 

Magnificentes e frondosas,
Mas empurradas pro covil...
Anunciadas de tão airosas!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus

 

ESTA FOGUEIRA

Esta fogueira.gif

ESTA FOGUEIRA

 

Esta fogueira arde de dentro,
Ao contrário de tantas outras,
Esse fogo, que vem do centro,
Aquecendo gargantas roucas.

 

Sinto, que tal tamanho ardor,
Me queima, corrói entranhas
E criando-me um qual rancor,
Nas tuas tão reles patranhas...

 

Lume, que arde e sem se ver,
Chama acesa, em quanto dia,
Seguidas noites e num sofrer.

 

É um arder na maior revolta,
Ao que prometes e feito azia,
Neste ódio, que a alma solta...

 


( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

TERRAS DA BEIRA

 

Terras da Beira .jpg

TERRAS DA BEIRA

 

Sou da terra do maranho,
De cantares e dos adufes,
Bruxarias, culto estranho,
Momentos de uns arrufes.

 

São terras da Beira Baixa,
Na mais peculiar tradição,
Tocando e bem, tal caixa,
Em certeiro ritmo de mão...

 

Nos sabores de chanfana
E voz da encosta serrana,
Pedem festas e romarias.

 

Pelos cumes de pinheirais,
Cantam os cucos e pardais,
Num perder das serranias...

 


( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

TAMANHAS CARÍCIAS

Chuva de amor I.jpg

TAMANHAS CARÍCIAS

 

Ah, como é doce este prazer,
Esse teu beijar o meu cabelo
E num lamber este meu rosto,
Tal deslizar ao longo do corpo
E sentir-te acariciar meus pés!...
Essa tua frescura, a meu redor,
Saída da penumbra, entre luz,
Em contornos de meigo amor,
Prazer onírico, que me seduz,
Por meus caminhos, lés a lés,
Nessa vida que teimas trazer
E cores que são a meu gosto.
Esteja nu, ao que não escapo
E em delírio, senão pesadelo,
A verdade, é que és a delícia,
A tal oferta e tons de malícia...
Afortunados, quem te sente,
Nessa tua vinda de presente...
Ah, como te deixo sentir-me,
Acariciar-me, por teu deleite,
Contínua luxúria a possuir-me!...
Quer me oculte, ou te espreite,
Sinto essas tuas gotas, tal odor,
Por entre meiguice e esplendor.
Deixa-me possuir-te, abraçar-te,
Ser teu servo, sabendo amar-te
E seguir teu Sul, ou rumo Norte,
Buscar no cinzento minha sorte
E bebendo tuas doces lágrimas,
Dessa chuva, com que me lavas...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

CORRIDAS DE VIDA

Corridas de vida III.jpgCORRIDAS DE VIDA

 

Corro na cidade e no campo
E, se algo me correr ao lado,
Serão corridas de meu fado,
Perdidas neste meu tempo...

 

Vou onde posso, de lés a lés,
Sem que importem as horas,
Sou diferente de quem tu és
E dos programas que devoras.

 

Paro aqui e sento-me além,
Observo tudo ao meu redor
E estudando-te a ti também...

 

Não deixando escapar nada,
Quero ver todo o pormenor...
Coisas que são a pior facada!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D