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MILHÕES DE ANOS

Mundo maravilhoso II.png

MILHÕES DE ANOS

Há milhões de anos, que as rochas existem,
As montanhas, as árvores, enfim, a natureza!...
Há milhões de anos, que o homem existe
E na sua idolatrada sapiência persiste,
Mergulhado numa falsa clareza,
Surdo e mudo…
Nesse passar do tempo, não se convenceu,
Por sua inconsciência, que as rochas ficam,
Enquanto o homem parte,
Se de tal loucura não desistir,
Na destruição do seu único mundo
E em tamanha arrogância persistir,
Por mais que conselhos o enfrentem,
Mas dando ouvidos aos que pecam,
Pronunciados numa melhor arte,
Abrindo a sepultura no pó, cuja mãe lhe deu,
Parte da rocha universal em que nasceu
E, irresponsavelmente, nunca mereceu!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

CINZENTOS DA VIDA...

Monge andando solitariamente... II.jpg

CINZENTOS DA VIDA...

Nasci antes de um meio-dia,
Pelo intervalo dessa matina,
Branco e num dia bem claro,
Desse ventre de uma branca
E não sabendo do que falava...
Nato naquele recinto escuro,
Tão negro, por tal penumbra,
Para a vida que me esperava
E berrei, não sabendo se sorte,
Pelo jeito de duas palmadas!...
Assim me deitaram ao futuro,
Sem que visse preto e branco,
Mas por tanto de um cinzento...
Calcei sapatilhas de escuridão,
Por percursos de tempestade
E engoli sapos como diapasão,
Por orquestras de insanidade
E sempre num pior momento,
Sem razão... e para ser franco!...
Assim, nalgum pior de tal sina,
Vivi brancos dias, numa agonia,
Roendo côdeas de um pão duro,
Pois que o restante era tão caro...
A rebeldia sentia-se na sombra
E perseguindo sempre alhadas,
Sem haver chave, nem tranca,
Sequer perigo chamado morte,
Quando equilibrista num muro...
Disseram-me nascido em cores,
Num mundo que por cá andava,
Muita desilusão senti, nas dores
E no cinzento, cuja vida me dava!...
Sobrevivi entre certas aguarelas,
Noutras pinturas feitas a carvão,
Na ténue luz, vinda pelas janelas
E mãos lavadas com o pior sabão!...

Manuel Nunes Francisco ©®
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

SEREI DEUS, OU O DIABO...

Deus, ou o Diabo... I.jpg

SEREI DEUS, OU O DIABO...

Não sei se serei Deus, ou o Diabo!?...
Talvez ambos, ao fim e ao cabo!...
Porém, sei não ser nada, nem ninguém,
Simplesmente eu, no meio de alguém!...
Um pobre Diabo, neste inferno lançado,
Mero pobretana, colegial a desgraçado,
Assim como um falso Deus,
Sentado no banco dos réus, a pecados meus!...
Algo não sou, de certeza,
Como muitos, um reles agiota
E entre tantos, amealhando riqueza,
Tampouco um proxeneta,
Cuja miséria alheia não importa
E demais abastado na gaveta,
Comendo o pão dos infelizes,
Feitos de madrugada à estrada
E filhos do raiar do sol desde petizes,
Roendo o pão que o Diabo amassou,
Com a mesa cheia de nada,
Pois que Deus ao infortúnio os lançou!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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LOBOS DISFARÇADOS

Piores que os lobos....jpg

LOBOS DISFARÇADOS

São os lobos disfarçados,
Aqueles que me preocupam,
Reles cães, que tanto ladram
E nada fazem, nem mudam,
Vivendo acorrentados
E sem que nada façam,
Comendo da mesma gamela,
Dizendo mal da panela!...
Mas seguem e caçam com os mesmos,
Iludindo os pastores,
Comendo do rebanho e sem termos
E que se lixem os amores...
Espalham-se pelo mesmo pasto,
Pedindo a pele aos lobos,
Roendo sem deixar rasto
E chamando os outros de bobos!...
São feras, bem camufladas
E que nem deixam ossadas!...
Comem, sugam, por conveniência,
Sem que deixem referência,
Partilhando dos mesmos campos,
Vivendo nos mesmos tempos,
Tapam-se com as mesmas mantas
E confraternizam até às tantas!...
São mestres de ilusões,
Vivendo das confusões,
Adormecem-nos com cantigas
E desmentem as intrigas...
E os carneiros baixam a cabeça,
Despem-se da lã que vestem,
Mesmo que a sorte os esqueça,
Pela sina do seu destino,
Numa morte que já nem sentem
E na perda do pouco tino!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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A VERDADE, O PENSAMENTO E PALAVRAS

A verdade, o pensamento e palavras.jpg

 

A VERDADE, O PENSAMENTO E PALAVRAS

A verdade, do pensamento e das palavras, não se omite...
Prenuncia-se!
Nem se pede desculpa...
Pois que já foi dita!
Tampouco se receia,
Sendo algo que nos excita,
Muito menos se negoceia...
Pelo que não tem preço!
A verdade não se demite,
Seguindo em frente, ao cabeço,
Elevando-se bem alto, num grito
E sem receio de alguma culpa!
A verdade afronta-se...
Ouvindo e sendo ouvido,
Mas sempre na verdade,
Com a força que nos vai no espírito,
Sem dó, nem piedade
E num quanto merecido!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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SOCIEDADES DO APOCALIPSE

Os quatro cavaleiros do Apocalipse.jpg

SOCIEDADES DO APOCALIPSE

As sociedades são consequência da vontade,
Prisioneiras de toda a visão alheia,
Seguidoras do síndrome de Estocolmo,
Preferindo a mentira bem contada,
A que uma melhor verdade!...
Já ninguém segue a sua singular ideia,
Alinhando e vendendo-se de mão dada,
Trocando telhas de argila, por mísero colmo!...
Cavalgam, como se cavaleiros do Apocalipse,
Matam, destroem e desta deixando-se matar,
Não olham de frente, ou círculo, sequer elipse,
Vendo-se no precipício e sem arrojo de lutar!...
Bebem do charco, ou torneira envenenada,
Água pantanosa e de algo bem preparada,
Que as mentes terão que ser controladas
E torneando tal gente a manadas!...
Gente, qual gente, se já não expressam vontades!?...
São carneiros, ovelhas, manadas, mas não gente de sociedades!!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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ENTRE CRAVOS E FERRADURAS

Entre cravos e ferraduras.jpeg

ENTRE CRAVOS E FERRADURAS

Esta nação só quis os cravos,
Esquecendo-se da ferradura,
Ao que se tornaram escravos
E com a cabeça de serradura!...

Confundiram surreal e dever,
No andor de qual democracia,
Num responder, sem ofender
E sem entrar em demagogia...

Há direitos e iguais deveres,
Numa qual responsabilidade
E na liberdade que venderes...

Que se preserve o alcançado,
No maior direito e igualdade,
Deixando à história o legado!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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FIGURANTES DE ARLEQUIM

Figurantes de arlequim.jpg

FIGURANTES DE ARLEQUIM

Abre-se a boca e mostram-se as presas,
Escorrendo a baba pelas laterais,
Não que sejam animais, ou sobrenaturais,
Mas por ataque a vidas indefesas...
Insuflam-se, criando mais volume,
Para que as vítimas os receiem,
Não mostrando interesse em que negoceiem,
Tamanho o preconceito e azedume...
Raspam as patas, cospem sobre qualquer um
E sem se compadecerem dos fracos,
Criam tentáculos, recém-saídos dos charcos,
Sem que oiçam algo, nem nenhum,
Tampouco quem lhes estendeu a mão,
Os alimentou nas suas barrentas águas
E a quem agora não atendem mágoas,
Muito menos lhes escutam qualquer razão...
E avançam, desmembrando tudo e qualquer,
Comem a carne, roendo os ossos e o tutano,
Nada deixando, tão-pouco por engano
E nem vestígios sequer...
São as feras, cujas trouxemos ao colo,
Aquelas que no melhor alimentámos
E, com todo o peso que lhes criámos,
Agora tanto nos espezinham no solo...
Simplesmente criaturas à imagem do Inferno
E semeadas ao longo deste universo,
Sem qualquer verso, ou reverso
E sem tema que nos seja terno...
Essas figuras proclamam-se anjos,
Sendo nós as almas penadas,
Já sem penas e desgraçadas,
Sem que nos valham os arcanjos...
Somos zombies, numa nau das tormentas,
Numa rota sem destino, nem mesmo fim,
Uns tristes figurantes de arlequim,
Dançando vassalagens, dias, até às tantas!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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REGRAS DE AMESTRAÇÃO

Regras de amestração.png

REGRAS DE AMESTRAÇÃO

As regras valem o que valem,
Tendo especial sabor quando quebradas
E é então que melhor nos sabem,
Por outras andanças cavalgadas!...

Regras, são princípios de subserviência,
Amestração de quem foi vencido,
Enquanto outros se riem à obediência
E servindo-se do obedecido!...

Não necessariamente furando valores,
Rebaixando caminhos de uma sociedade,
Mas na qual também somos actores!...

Quebram-se certas regras, vivendo a vida,
Numa fuga a mentiras, usufruindo da verdade,
A que não se dê esta passagem por vendida!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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ASNOS DE VASSALAGEM

Asnos da vassalagem.jpg

ASNOS DA VASSALAGEM

Podemos ser uma certa besta,
Não necessitando ser camelo,
Bastando meio palmo de testa
E, na cabeça, não ter só cabelo!...

Sejamos burros, não estúpidos,
Que a estupidez é doença grave,
Andam tantos por aí escondidos,
Sem omitirem um seu de alarve!...

Falam, que mais parecem grunhir,
Opinam, em críticas que tal fazem
E que, de pé, parecem um menhir!...

Dizendo-se donos da inteligência,
Autênticos asnos em vassalagem,
Cabresto posto e numa demência!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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