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A TODOS QUANTO AGRADEÇO...

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A TODOS QUANTO AGRADEÇO...

Agradeço a esse meu pai Sol,
À minha aventurada mãe Terra,
Tal como à minha irmã Lua,
A tudo quanto à sua volta...
A quanta abençoada natureza,
Ao espaço de casa no Universo,
Aos seres que me acompanham,
Principalmente de outra génesis,
Aqueles que não me perjuraram,
Mesmo que nada lhes tenha dado...
Fico grato ao meu modesto lençol,
Que suportou esta minha guerra,
Por quanta vida, crua e nua,
Fosse quanto mais andou à solta...
Aos meus pensamentos de incerteza,
Por andamentos do mais adverso,
Aos que me ouvem e não se acanham,
Desse meu selectivo rol sui generis,
Cujos sempre a meu lado ficaram,
Quer no topo, quer rebaixado fado!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

SÓ, COM OS PENSAMENTOS!...

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SÓ, COM OS PENSAMENTOS!...

Entrelaço-me nuns pensamentos,
Entregue ao silêncio das palavras,
Rasgando caminhos aos adventos
E necessitando trilhos de cabras...
Nalguma romaria de mim próprio,
Saboreando o odor e tal liberdade,
Um tanto pés doridos, mas sóbrio
E na ânsia do encontro da verdade...
Essa, cuja já de pouco se encontra,
Tanto de raro, em vias de extinção,
Como se livro poeirento na montra...
De tão antigo, qual já foi esquecido,
Fazendo parte da história de ancião,
Verdade morta e leitor adormecido!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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A IMPORTANCIA DO CAFEZINHO – LOOOOOOOOL

A IMPORTANCIA DO CAFEZINHO – LOOOOOOOOL

Dois leões fugiram do Jardim Zoológico Na fuga, cada um tomou um rumo diferente. Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade. Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou. Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro, faminto, alquebrado. Assim, o leão foi reconduzido a sua jaula. Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico gordo, sadio, vendendo saúde. Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega: - Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, porque quase não encontrava o que comer ... !!! O outro leão então explicou: - Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele. - E por que voltaste então para cá? Tinham acabado os funcionários? - Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Tinha comido o diretor geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de secção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que eu comi o que servia o cafezinho... Estraguei tudo!!!

NO SILÊNCIO DA NOITE II

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NO SILÊNCIO DA NOITE II

Entrego-me ao silêncio da noite,
Ouvindo as suas palavras e conselhos,
Sem qualquer vergastada, ou açoite,
Escutando novos e lembrando os velhos...
Pelo rasgar da madrugada oiço os gritos,
Tal pulsar ofegante de outras noites,
Horas rasgadas e quantos minutos aflitos,
Pela chegada da manhã e seus afoites...
Levanto a cabeça, pelas estrelas,
Confesso-me aos cometas que passam,
Sozinhos e livres, sem quaisquer trelas,
Seguindo sonhos que não me alcançam!...
Porém, sonhando, escutando a escuridão,
Enquanto o amanhecer vai chegando
E me transporta a mais um dia de solidão,
Cozinhado de penumbra, em sol brando...
Vendo-me aos destinos do meu caminho,
Na compra de algo que me alimente,
Continuando por atalhos, em frente e sozinho,
Pois que os sonhos se colhem pra frente!...
Quando o Sol se esconder, ouvir-te-ei de novo,
Noite sincera e amiga, que comigo bailas,
Pelos palcos do silêncio em que me movo,
Mas aprendendo em tudo o que me falas!...

Manuel Nunes Francisco ©®

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MINHAS DEAMBULAÇÕES...

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MINHAS DEAMBULAÇÕES...

Perco-me em deambulações e por pontos cardeais,
Percorrendo estradas, montes, bebendo de fontes,
Em sonhos, no desejo que esses se tornem de reais,
Olhando o céu, cumes e os rios, terras e horizontes...

Esqueço-me da vida terrestre, olhando os pássaros,
Todo o frenesim de um bater de asas e bem no alto,
A liberdade selvagem dos animais já de tanto raros,
Pois um novo animal lhes retira o espaço de assalto...

A magnificência de circularem por terras tanto suas,
Pelo que o mundo foi feito em semelhantes direitos,
Mesmo que por caminhos e funções quão diferentes...

Porém, não se é superior só porque idealizamos ruas,
Contruímos betão, úteis telhados e belos parapeitos,
Aeronaves, esquecendo tais animais e descendentes!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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SOMBRAS DO PASSADO...

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SOMBRAS DO PASSADO...

Amigos, velhos e novos, cá estou eu,
Neste meu cume da minha idade,
Lembrando quem nunca me esqueceu
E aos quais deixo a minha saudade...
Percorrendo as luzes de outrora
E quantas das vezes às avessas,
Candeias acesas de melhor hora,
Por campos, cidades e travessas!...
Assim me sento sob o luar, a meditar,
Olhando as estrelas de outros tempos,
Recordo os rastos deste meu matutar,
De viola ao ombro por esses campos...
Percorro os caminhos do passado,
Mas sempre separando os trilhos,
Lembrando certo pastor e seu cajado
E crianças brincando nos seus brilhos!...
Lembro-me do pastoril e dos montes,
Dos sobreiros que me davam sombra,
Do bornal, do tarro e das fontes,
Por quanto sonho que me sobra...
Relembro os meus tempos de jovem,
Decifrando as belas searas doiradas,
Pelas quantas horas que se movem
E de tão belas tardes encontradas!...
Com este meu Alentejo fiz um pacto,
De um dia aqui voltar e aqui morrer,
Que foram promessas e de meu acto
E futuras manhãs que me vão querer...
Entrego-me ao presente, como ferro,
Por esta imensidão que me viu crescer,
Em que me delicio olhando um cerro
E pelo horizonte o Sol a desaparecer!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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SOCIEDADE PURITANA

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SOCIEDADE PURITANA

Adoro esta subtil sociedade puritana,
Que nada faz, fazendo às escondidas!...
Abraço essas mentes, puras, renhidas,
Cujas e para elas, só a outra é sacana!...

Praz-me saber tanta gente imaculada,
Inquisidores do dedo e mui apontado,
Mesmo não conhecendo o desgraçado,
Pois que o importante é dar a paulada!...

Doa a quem doer e quanto a força der,
Espirre sangue de um qualquer orifício,
Pelo que é talento adorável e do ofício...

Sempre os melhores artistas e artífices,
Artes limpas, os demais são sebentices,
Anel puritano e sem espelho pra se ver!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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MOMENTO DE REFLEXÃO...

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MOMENTO DE REFLEXÃO...

Viva, todo esse momento de reflexão
E seja noite de Natal, ou pré-eleições!...
Viva, quanto período de vazias acções,
Por atrofiadas horas e perda da razão!...

Viva, quanta lavagem ao pensamento,
Tais momentos de massacre e fantasia!...
Viva, todo o vomitado por quanta azia,
Por quem, de pífio, nos pede sustento!...

Viva, toda esta sociedade de hipócritas,
Arrastados pro dissimulado matadouro,
Servindo de enchidos à mesa e pelouro!...

Viva, toda essa veneração aos primatas,
Aos escolhidos mamíferos do tal curral
E quem tal os sustenta lhes será a igual!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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BATALHAS ALADAS

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BATALHAS ALADAS

Ai, este meu cavalo alado,
Um tanto, ou quanto, desasado,
Voando por espaço sideral
E nuvens do infernal!...

Ai, este cavalo de guerra,
Quantas vezes a pior fera,
Por quantos outeiros de paz
E em batalhas de mais capaz!...

Ouve-se o magnífico relincho,
No sangue a correr as veias,
Em guerras de tantas teias...

E espuma brava, da boca saída,
Numa mais batalha cumprida
E em vitória, nalgum guincho!

Manuel Nunes Francisco ©®
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