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GUERRAS, ÓDIOS, AVAREZAS

Ayn Rand.jpg

GUERRAS, ÓDIOS, AVAREZAS

 

Talvez não saibas o quanto és asqueroso,
Talvez que nunca te observes ao espelho
E não dando pelo que és, ser vergonhoso,
Sejam anos passados, ou simples fedelho.

 

És injurioso, mau, ambicioso em demasia,
Pensando que és tudo, talvez que o único,
Não olhando a modos, pobre na cortesia,
Manhoso, prevaricador e feito de púdico.

 

Sabes o quanto és estúpido, ou avarento,
Cínico e olhando o teu umbigo, hipócrita
E sem questionar a razão do sofrimento,
Num olhar de lado o que não te importa.

 

Matas em nome de um deus que adoras,
Esquecendo quem poderás ter de frente,
Enquanto primes a arma, àquelas horas,
Ou nas bombas que lanças, de contente.

 

Na mais miserável atitude e arrogância,
Fazes alguns telefonemas, num controlo
De alguns cifrões, na perversa ganância
E sem dó das crianças choradas ao colo.

 

Sem piedade, ou remorsos, um egoísta,
Comes do bom e do melhor... Soberbo,
Orgulhoso desse teu jacto, feito à pista,
Pensas-te Deus e não passas do Diabo.

 

Mostras tudo, menos o que escondes...
E encobres tanto debaixo da carapaça!
Toda essa imagem e embalagem reles,
Dão-me nojo, ao seres da minha raça!

 

Bem poderias ser outro tipo de animal,
Mas não!... Tinhas que ser uma besta!
Poderias ser uma fera, ou algo de igual,
Mas tinhas que ser bicho que empesta.

 

Como é amargo toda essa tua postura,
Que faças parte dessa merda humana,
Massa encefálica e feita de pedra dura,
Enfiada no crânio de qualquer sacana.

 

És podre e mais podre ficarás um dia,
Quando partires para o teu merecido,
A terra e cura para toda essa tua azia,
Pelo que nunca devias de ter nascido.

 

Desculpa se te ofendi, não foi casual,
Mas a libertação desta genuína raiva
E ódio, a todo esse pódio intemporal,
Feitor de esquemas e sugar de seiva.

 

Digo-te, se fosses qualquer outro ser,
Até te perdoava... assim, pelo que és
E de tão arrogante, não sabendo ver,
Serás a besta que me lamberá os pés!...

 

Quando e um dia, nos encontrarmos
Nessa poeira da terra que cá deixaste,
Verás o certo e quanto nos igualámos...
Eu no que deixei e tu no que levaste!

 

Assim, continua feliz, atirando pedras,
Nos teus roubos, corrupções e invejas,
Matando irmãos em quantas guerras
E fazendo, na política, o que te negas...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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