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ESTE DIA DE MADRUGADA

Outono #5.jpg

ESTE DIA DE MADRUGADA

 

Penso nas cinzas do meu corpo,
Livres, do alto, soltas ao vento,
O pote limpo a qualquer trapo,
Sem remorsos, choro, lamento.

 

Não quero em nada deixar razão
E que sintam o que hoje eu sinto,
Neste corrupto e amargo coração,
Secas palavras em que não minto.

 

E tu, que neste dia de madrugada
Resolveste partir nesse confronto,
Nesses remorsos, alma pendurada,
Percebe tudo isto no meu intento...

 

Quem sou e para hoje te censurar
Nessa tua ideia, mas fraca decisão,
Tanto que em nada veio melhorar,
Mas criar este fosso de desilusão?...

 

Mas eras tu quem se dizia católico,
Em que a tua Bíblia era o dinheiro
E eras a bebida, ilusão do alcoólico,
Nesse teu rasco engano por inteiro.

 

Nesta tua antecipada despedida,
Renúncia aos teus direitos divinos,
Serás sempre uma alma perdida,
Pela qual nem dobram os sinos...

 

Que tenhas o teu servo descanso
Neste meu juízo e sem remorsos,
Pois que em nada mais eu penso
Que alguns atritos muito nossos...

 

Assim, só me resta despedir de ti,
Nesta minha e sarcástica agonia,
Pois que eu cá fico, que não parti;
Parte, pois, em paz... Até um dia!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )

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