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CIRCO DE RUA

Circo de rua.jpg

CIRCO DE RUA

 

Das cadeiras deste estranho circo,
Observo esta gente em rodopio,
Correndo de um lado para o outro,
Como galinhas, em cativeiro,
Sem vida e sem dinheiro,
Como loucas e perdidas,
Stressadas, sem jeito nos pensamentos,
Dias e noites, no mesmo e a fio,
Prisioneiras de raposeiros argumentos,
Em tamanha e louca desorganização,
Acelerando, mas sem sair do local,
Nessa dança silenciosa e infernal...
Perdem-se na lacuna de uma razão,
No rumo de um destino sem foco,
Numa oculta raiva e pranto, feridas,
Vertendo o que resta da ilusão,
Por vidas inertes e de confusão...
Correm e olham para os lados,
Mortos-vivos e pasmados,
À espera de qualquer sopro.
Rio, choro e bato palmas,
Sozinho, vendo estas almas
E sentindo o que não entendem,
Na pele de quantos sofrem...
Pena, que os donos desta arena
E galos do galinheiro,
Procurando o melhor poleiro
E argumentistas desta cena,
Não se olhem aos espelhos,
Num corredor de horrores...
Da cartola não tirem coelhos,
Mas, sim, uns senhores doutores!...
São santeiros de figuras podres,
Para um altar de malfeitores!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net e alterada )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

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