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NEGRO CAMINHO DE FUTURO...

Negro caminho de futuro....jpg

NEGRO CAMINHO DE FUTURO...

Terei escolhido mal o dia, talvez mesmo a hora,
Por minha estrada poeirenta e um tanto afora,
Vendo as nuvens, carregadas de mau presságio,
Decididas e certas, num quanto do maior plágio,
Trovoadas e cujas se aproximam a olhos vistos,
Só não vendo quem não quer, sem imprevistos!...
A viagem será longa, mas de curto destino traçado,
Pois que tal percurso se tornou amaldiçoado,
Por crentes e não crentes, por quem nos guia
E eu arrastado, pois não era o trilho que seguia,
Mas ao qual me puxam, iludidos no perfeito
E sabendo eu pelo qual serei assim desfeito!...
Ao que não só eu, mas a restante humanidade,
Esses tais servidores e tosquiados na sua vontade,
Coitados e pobres de espírito, sem ideias de concreto,
Defensores de tudo aquilo que pouco tem de certo,
Detentores de tanto iluminismo e de mente apagada,
Cujos incendiarão o mundo, servindo outros de mão dada!...
Negro caminho de futuro, ao qual estaremos guardados,
Acólitos, cobaias de experiência, num curral de vacinados,
Inertes de pensamento, felizes, enchendo listas de drogados,
Acordando na desgraça, aquando já tarde e desemparados,
Em tal afastamento e preconceito, àqueles que apontaram,
Mas, no quão tardio, porém reconhecendo que os avisaram!...
Terei escolhido mal o dia e o princípio desta fútil viagem,
Mas não querendo partir sem vos deixar esta mensagem,
Ao que nunca implorando para que a recebam,
No entanto e acima de tudo, pretendo que a entendam,
Não por ser eu que a componho, ou por minha teimosia,
Mas ao que no final da estrada paira agonia e sem qual cortesia!...
Não pretendo ser oráculo e mensageiro da má sorte,
Tampouco a lâmina aguçada da lei da morte,
Pretendo, simplesmente e por quantos, não ser destruído,
Morrer, sim, naquele caminho e para o qual fui concebido,
Ao que deixo aos demais todo o destino que assim queiram,
Porém, sem pisar poeiras e que tanto aos olhos me atiram!...

Manuel Nunes Francisco ©®
      - Imagem da net -
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

NO PENSAMENTO ÉS A LIBERDADE!...

Liberdade verdadeira e pura....jpg

NO PENSAMENTO ÉS A LIBERDADE!...

Não sei se és livre, se por ti pensas,
Não querendo confrontar opiniões...
Indago meramente as tuas defesas,
Aceitando as mais possíveis razões!...

Por teu pensamento serás liberdade
E sem fazer parte dos novos escravos,
Conquistada no mérito e na vontade,
A que sejas livre, não lista de parvos!...

Não sirvas o jugo de quem te compra,
Pelas palavras, ou dinheiro que baste,
Repugnando essa tão maléfica sombra...

Veneno, em histórias tão mal contadas,
Na língua bifurcada de qualquer traste,
Amaldiçoando águas e praias doiradas!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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ESTE MEU DE COMPLICADO!...

A tua vida... II.jpg

 

ESTE MEU DE COMPLICADO!...

Eu sei, o quanto sou complicado,
Sacana, difícil, o maior filho da puta,
Não alinhando no que me vendem,
Tampouco alguém de algum preço...
Tal não tenho e isso é mais que certo,
Na falta de dinheiro para me comprar!...
Porém, sou fiel aos amigos verdadeiros,
– Repito! –, não me vendo por trinta dinheiros!...
De tantas falsidades e hipocrisias, estou farto,
Não valendo a pena alguém tentar,
Buscando amigos que me mereçam e que eu mereço,
Enquanto outros agradeço que desandem,
Pois não queiram comigo qualquer luta,
Desconhecendo o que vão ter de azarado!...
Eu sei, o quão complicado é lidar comigo
E não me queiram como inimigo,
Tendo tudo de mim como amigo,
Fiel a este caminho em que sigo...
Eu sei, admito ser alguém de diferente,
Não por ser pessoa do além, ou superior,
Mas porque tenho algo no consciente
E, nessa consciência, sinto valor!...
Assim sou e tal quero continuar,
Naquilo em que sei um dia morrer,
Não valendo a pena tentarem-me mudar,
Ao que não perca a paciência e vos mande desaparecer,
Para bem longe, da minha beira desandar
E com alguns limpe o cu, quantas vezes for cagar!...

Manuel Nunes Francisco ©®
- Imagem da net trabalhada -
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DIGO-TE AQUILO QUE PRECISAS...

Consciência e desabafos I.jpg


DIGO-TE AQUILO QUE PRECISAS...

Mesmo que nunca me perguntes,
Eu declaro-te aquilo que precisas:
Dinheiro, saúde e certos amigos!...
A morte, essa é-te mais que certa
E a vida andando na corda bamba!...
São as três e das melhores fontes,
Aquilo em que não te organizas,
Mas bates no peito aos Domingos
E esquecendo essa seta que acerta,
Na verdade, cuja nunca descamba...
Com dinheiro, alcançarás o indulto,
Poder, comprarás amigos, supostos
E que andarão sempre à tua volta,
Como feras e à procura de comida,
Mordendo, quando nada lhes deres...
Poderás adquirir o melhor conduto,
Alcançar na vida os melhores postos,
Comprar e organizar a pior revolta,
Ter uma vida nem sequer merecida
E construir fortes para te esconderes...
Poderás corromper qualquer poder,
Comprar políticos e uns presidentes,
Conseguindo manobrar a tal justiça,
Não havendo um juiz que a ti escape,
Sequer advogado que não te procure!...
Possuirás belas máquinas a bel-prazer,
As quais sejam do melhor e reluzentes,
Arrastando tudo e todos, pela injustiça,
Sempre num certo tribunal que te tape,
À lei de julgamento que anos perdure...
No dinheiro, farás o que o Diabo não fez,
Comprando armas, desenhando guerras,
Matando inocentes, à ilimitada ganância
E havendo que adquirir uns tantos títulos,
Pódios, valores que nunca tal mereceste!...
Conseguirás manobrar tudo, tanto à vez,
Farás escravos, obedientes às tuas garras,
Servindo-te da esperteza e não sapiência,
Porém, a saúde não comprarás, só vícios,
Nem genuínos amigos, que nunca tiveste!...
Terás o que ninguém mais poderá possuir,
Dinheiro e só comprando de semelhante,
Nunca algo e cuja riqueza não comprará,
Comerás o bom e do melhor, à fartazana,
Sem que nada leves contigo deste mundo...
Inconvenientes, recuos na saúde vão surgir,
Sem haver acertos monetários de bastante
E cujo dia do juízo final por igual te levará,
Ao que perceberás quanto foste ratazana
E enquanto as feras te chamarão imundo!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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AH, GENTE SEM VONTADE!...

Quem sou....jpg


AH, GENTE SEM VONTADE!...

Ah, gente estúpida, reles ignorantes,
Que mais não sois que burros chapados,
Empertigados, mas tão subservientes
E que, no vosso juízo, demais aleijados!...

Que fazeis, pois, para além de dizer sempre sim,
Ou carregando todo aquele fardo de palha,
O mesmo que tentam descarregar em mim
E eu sem apetite ao que em vós se espalha?...

Que fazeis, para além de míseras figuras de bestas,
Espreitando os outros por entre frestas,
Para que não vos vejam como burros?...

Ah, gente hipócrita e sem vontade natural,
Seguindo caminhos de quem não passa de serviçal
E recolhendo aos vossos merecidos curros!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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VENENO, EM TANTAS PROMESSAS...

Veneno, em tantas promessas....jpg

VENENO, EM TANTAS PROMESSAS...

Afasto-me, dos dissabores do mundo,
Aos abutres, de certa corja de chacais,
Trilhos, em cujo universo bateu fundo
E em que outros servimos tão cordiais...
Não passando de escravos, andarilhos,
Cuspidos na cara, por tal seita nojenta,
Predadores e cujos servimos de atilhos
Às botas que nos pisam e já sem conta...
Prossigo, tropeço em alguns, de frente,
Fervilhando-me o sangue pelas artérias,
Sem olhar para trás e a vossas matérias...
Já não há paciência que tanto aguente,
Pois que tamanho veneno anda à solta,
Funestas bocas e sem que haja revolta!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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