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ALMA DE POETA

Poetas de madrugadas.jpg


ALMA DE POETA

Ser poeta, é ser diferente,
É ser humilde, sonhador,
É ser carne para canhão
E um tanto para a boca pão,
Ser mais que outro observador,
Ser a afronta a quem tanto mente!...
Ser poeta, é ser obreiro de paz,
Ser, entre os guerreiros, o mais audaz,
Chamar pelo nome os bois,
Ser único entre dois!...
Ser poeta, é saber ir muito mais além,
Não ficar parado, ser pauta de orquestra,
Ser músico, sendo maestro também,
Criar motivos nalguma palestra!...
Ser poeta, é saber criar ilusões,
Afastar o mundo de guerras,
Ser pólvora seca de canhões
E gritar liberdade do alto das serras!...
Ser poeta, é ser tudo, sem ser nada,
É ser irmão, amigo, amante, confessor,
Pai, filho, um tanto de pedinte,
Ser aluno, pelo intervalo de professor,
Saber fazer ouvir e ser ouvinte,
É ser o melhor cavaleiro na pior cavalgada,
Atingir metas de vontades,
Sem objectivos de interesses,
Dizendo frontalmente as verdades
E que por demais pedras lhe arremesses!...
Ser poeta, é ter nascido ao mundo,
Sabendo distinguir as cores,
Amar a única casa que nos foi dada,
Sentar-se ao lado dos animais,
É deitar-se e comungar na natureza,
Desfrutando dessa incomparável beleza
E sabendo beijar as flores,
Ser merecido da sua amada,
É ser lírico, no esplendor,
Perceber o incerto, por mais que dor
E sem passar por cima dos demais!...
Ser poeta, é saber estar presente,
Na extensão deste cosmos profundo,
Por mais que um restante esteja ausente!...

Manuel Nunes Francisco ©®
      - Imagem da net -
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

OBSERVAÇÕES DIÁRIAS...

Observações diárias... II.jpg

 

OBSERVAÇÕES DIÁRIAS...

Mais um dia, aventurado por aí,
Pelos ventos dos quatro cantos
E rotas das quais saí,
Ouvindo e vendo o que não queria,
Gente de aflitos, certos prantos
E um, ou outro, que lá ria!...
Os mais pobres disfarçavam,
Toda a miséria escondida,
Enquanto outros mostravam,
Sem demonstrar a verdade,
Numa arrogância desmedida,
O que não passa de vaidade...
E tantos cartões já vencidos,
– Que faria um pé-descalço chorar! –,
Mas cujos e de tão convencidos,
Já nem se ousam lembrar!...
Fui seguindo, mirando e remoendo,
Disfarçando que nada via
E de tais lamentos nada ouvia,
Dessa infeliz gente sofrendo,
Que parei e me sentei...
Fiz-me surdo,
Prendi a voz, feito mudo
E, ali mesmo, sem palavras... GRITEI!...
Ao que as aves esvoaçaram, fugindo,
Sem sequer se despedirem de mim,
Deixando-me o desespero, sem fim
E enquanto, olhando, as ia seguindo!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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CANSADO DESSE COMODISMO...

Cansado desse comodismo....jpg

CANSADO DESSE COMODISMO...

Sublinho não me querer encostar
E, portanto, tampouco acomodar...
No entanto estou a ficar cansado,
Deste povo e de tanto desleixado!...
Vivendo, nesse eterno comodismo,
Subservientes, a que nunca lutem,
Entregues num quanto narcisismo,
Mas sem objectivos que resultem...
Decidindo, nas opiniões de outros
E muito pouco tentando entender,
Demais trouxas, seguindo mastros,
De uns navios, a estudados rumos,
Em águas de lodo e cascos a ceder,
Crendo milagres e brancos fumos!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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ESTE POVOADO INFERNO

Estes demónios... II.jpg


ESTE POVOADO INFERNO

Este mundo, sempre foi um inferno,
Por algum Inferno de falsos deuses,
Porém, tal país e de um povo terno,
Arde, pelas chamas de alguns deles!...

É um poço e nascente de demónios,
Por torrentes navegadas de sangue,
Em desgraças, fome e miséria, ódios
E sem que qualquer cura o estanque!...

São diabos e sem que portem cornos,
Usando os melhores óleos de fritura,
À lenha, cuja lhes aquecem os fornos...

E nos fritam, nos torram, sem piedade,
Troncos seleccionados e de longa dura,
Braseiro, que nos queimam à vontade!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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VIVE A TUA ÚNICA VIDA!...

Vive a tua única vida!....jpg

VIVE A TUA ÚNICA VIDA!...

Sim, eu sei, ter uma única vida
E que me anda sempre a fugir,
Portanto, se a deixar de fugida,
Nunca a irei poder desfruir!...

Navegar por quantas ilusões,
É saber gerir o destino,
Não embarcando em opiniões
E seguindo sempre o tino!...

Explorar todos os confrontos,
Sejam eles do mais arrojado,
Mesmo que nos pareçam tontos...

É a vida e única que temos,
Embora num critério forjado
E que, em erróneo, tanto tememos!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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LOUCOS QUE SÃO

Esses loucos V.png


LOUCOS QUE SÃO

Os loucos, – os verdadeiros! –,
São os donos do mundo!...
Esses, são como cavalos em liberdade,
Sem rédea, ou tomando o freio nos dentes!...
Galopam, desbravando os caminhos
E nas loucuras como os percorrem!...
Lançam-se pelas estepes, confiantes,
No prazer de andarem sozinhos,
Tentando ser os primeiros,
Deslumbrando a paisagem de fundo,
Alheios a perturbações de ansiedade
E sem a noção de quanto correm...
São loucos
E pena que sejam poucos!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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PÃO, HABITAÇÃO, EDUCAÇÃO...

Contar carneiros ao deitar....jpg

PÃO, HABITAÇÃO, EDUCAÇÃO...

Ao vulgo, tudo lhe é renegado,
O direito, o pão, a habitação
E, para se manter calado, a educação!...
Tudo o que por bem disser, não tem razão,
Adquirindo o estatuto de indesejado...
Salvo antes e quando o dia de eleição!...
Aí, não faltam elogios, abraços e um beijinho
E, coitado, não passando de anjinho!...
É-lhe gabado o mais alto cargo e estatuto,
– Calma! –, não de ministro, mas de bruto!...
Dizem-lhe possuir direito a tudo,
Até mesmo opinar, os eleitos confrontar,
Sendo que depois leva um chuto
E mandado a ir pastar,
– Tão mansinho e cordeirinho! –,
Mas tendo que pagar a relva ao astuto,
Àquele que agora o chama inculto
E cujo o beijava, o escutava, mas mudo,
Porque surdo era quem não o entendia,
Nas promessas que prometia,
Enquanto o zé-povinho engolia,
Esperanças e sapos, para vindoura agonia!...
Ah, plebe, que não acordas,
Sustentando quem tanto engordas,
Que, um dia e já tão tarde, serás só ossos,
Cagando caroços e engolindo os remorsos!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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CORAGEM E GLÓRIA

Coragem e glória I.jpg

CORAGEM E GLÓRIA

Sem coragem não há glória,
Não estejas vivo, estando morto,
Conta, pois, a tua própria história
E saindo desse falso conforto!...

Deixa-te de seguir compilações,
Palavras e ideias, de tantos outros,
Buscando na vida as tuas soluções,
Lendo razões em próprios astros!...

Sacia-te na tua própria força,
Sem carregares a fonte dos demais
E mesmo que a sede assim torça...

Destina o teu próprio caminho,
Cantando a liberdade dos pardais
E mesmo que o sigas sozinho!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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HIPÓCRITAS, IDIOTAS E PARASITAS...

Hipócritas, idiotas e parasitas....jpg


HIPÓCRITAS, IDIOTAS E PARASITAS...

Sigo no decorrer da calçada,
Noite escura, sem a menor luz
E tropeço na estupidez,
Essa que, sem algo ver, me aponta,
Questionando se sou racista?...
Não sabe se sou negro, ou branco,
Porém idealiza-me no pensamento!...
Rio-me, logo acusado de colonialista,
Não interessando ser franco,
Sendo a doença do momento,
Numa reviravolta astuta e pronta,
Como se mergulhada em embriaguez,
Pregando qualquer um na cruz,
Pela mínima palavra mal dada!...
Diz-me ser um melhor historiador,
Mestre numa qualquer associação,
Aquele reconhecido investigador
E dono de toda a razão!...
Porém, é filho feito mestiço,
Numa cama de amada negra,
Amando um branco e seu pai,
No meio de tal reboliço,
Enquanto agora, tendo na bota tal pedra,
A tira e atira, não sabendo onde cai
E sem se olhar ao espelho,
Acusando-me de ser o culpado,
Desse amor enfeitiçado
E que deu à luz tal vermelho...
Eis-me, continuando o meu caminho,
Em merda pelo joelho,
Numa tal vastidão de hipócritas,
Neste mundo sem trambelho
E preferindo seguir sozinho,
Por entre idiotas e desvio a parasitas!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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QUATRO TEMPOS DA VIDA

Quatro tempos da vida.jpg

QUATRO TEMPOS DA VIDA

Vivemos uma vida a quatro tempos
E como se um qualquer outro motor,
Correndo os percursos dum destino,
Nas mais diversas estradas e campos,
À chuva, ao frio, pelo vento, ao calor,
Ora vibrando forte, outras de tão fino...
Temos aquele princípio de admissão,
Alimentados por uma febre de partir,
Nalgum curso penoso e compressão,
Olhando, ao fundo, aquela miragem,
Correndo forte, a tamanha explosão,
Tantas vezes sem tempo para travar,
Roncando, na desafinação de escape,
Perseguindo e sonhando a paisagem
E numa condução difícil de nos salvar...
Um dia e já com a ferrugem a corroer,
Postos de lado, trocados em imagem,
Lembraremos as loucuras e tal curtir,
Em que andámos metidos, num correr,
Aquando ficarmos ao lado da garagem!...
Toda a estrutura acabará por apodrecer,
Sair, de vez, de corridas e tanta confusão,
Nalguma esperança que alguém a tape...
Então, já tarde, restar-lhe-á adormecer!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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