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TUDO QUANTO QUERO...

Tudo quanto quero....jpg

TUDO QUANTO QUERO...

Quero compreender as pessoas
E odiá-las, sempre que necessário,
Amá-las, numa imensa franqueza,
Por mais que pareça minha rudeza,
Recebê-las a meus braços abertos,
Por pensamentos de tão concretos
E nunca como referido ordinário!...
Retribuir, aquando me abençoas,
Multiplicar, se tal me amaldiçoas,
Porém, a ninguém desejando mal,
Simplesmente agradeço por igual...
Quero saber que estou vivo,
Neste caminho no qual sigo,
Hilariante, se não me perdoas,
Entendendo sempre o que digo,
Amigo de quem vejo por amigo,
Inimigo de quem me esquivo
E naquilo em que tal consigo!...
Quero amar, a quem de igual me ama,
Construir o Céu, para quem me chama,
O Inferno mais real a quem me odeia,
Fechar-lhes a porta por quem sou,
Levando-os por caminhos de areia,
Por infernos que o Diabo amassou!...
Quero servir quem tanto me serve,
Tornar escravo quem escravo me tenta,
Enervar quem demais me enerve
E tentar quem de tal se apresenta!...
Quero ser Deus, lendo as notas do Diabo,
Enforcar os progenitores de diabruras,
Cuspir os servidores de qualquer Deus,
Fazer-lhes das tripas minhas frituras,
Estendendo-as ao longo de reles cabo
E fazendo delas sabores meus!...
Quero acordar de quando acordado,
Adormecer, afastado de adormecidos,
Sabendo que entendem o meu recado
E nunca partilhar o mundo com vencidos!...
Quero construir todo o meu palco,
Nele representar as minhas encenações,
Cobrir o rosto do mais claro pó de talco,
Para que o vento o leve nas emoções,
Deixando somente as lágrimas da tristeza,
Enquanto declamar sonhos de incerteza!...
Quero sonhar, correr, saltitar e espicaçar,
Quero odiar, quantos me criam ódio,
Todos aqueles que nunca mereceram o pódio,
Quero ferver de emoção e a revolta abraçar,
Quero, no faticano estímulo de cada verso,
Que o mundo acorde e se salve o Universo!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

DIA DO PAI

Dia do pai II.jpg

DIA DO PAI

Por este dia, estão felicitados,
Todos os santos, que pais são
E felizes, outros amargurados,
Naqueles, cujo ao mundo dão!...

Não importa as voltas da vida,
A vida que os filhos seguiram,
Ao que a missão foi cumprida,
Pelos pais, que nada pediram!...

Gratos às mensagens enviadas,
Tocando sempre sentimentos,
Num sal das lágrimas choradas...

Que seja o dia da reconciliação,
Pondo à parte ressentimentos,
Neste dia do pai, mera devoção!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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VENTOS DE PESTE E ARTE

Matreiro... II.jpg

VENTOS DE PESTE E ARTE

Sou um lobo, num mérito de alcateia,
Nada parecido com cães e de matilha,
Confrontando e seguindo firme ideia,
Nunca à obediência de qual pandilha!...
Escolho e crio áreas do meu combate,
Ouvindo e estudando ásperos ventos,
Farejando o cheiro da peste, por arte,
Vindouros agouros, desses momentos!...
Caço sozinho e sem nunca ler cartilhas,
Mas seguindo a aprendizagem da vida,
Tentando ensinar por minhas partilhas...
Desconfiando dos mais fáceis carreiros,
Prometedores de quanta áurea partida,
Por cuja escuridão surgem os matreiros!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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CURVAS E CONTRACURVAS...

Curvas e contracurvas....jpg

CURVAS E CONTRACURVAS...

Puta de serra e abismo, que é sempre a descer!...
Lá vou, proibido de voltar à esquerda, ou direita,
Seguindo em frente, ao abismo de enlouquecer!...
À esquerda só vislumbro penhascos,
Enquanto à direita sequer me atrevo a espreitar!...
Arbustos, escondendo malfeitores da pior seita
E seus festins, em descampados e tascos
E que aos mesmos caminhos vão parar!...
Assim, sigo o meu olhar,
À luz dos olhos, espelhos da inteligência,
Que há muito perdi a inocência,
Sabendo os destinos por onde andar!...
O importante e mais seguro, é não cair no abismo,
Travar e acelerar, descer e subir,
Por estradas, sem desvios, nem secretismo,
Tendo o azul como esperança,
No mais inocente sonho de criança,
Mas sem se deixar iludir!...
Por curvas e contracurvas,
Sigo, dia e noite, pelas promessas mais turvas!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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QUERO CHEGAR TARDE...

A diferença....jpg

QUERO CHEGAR TARDE...

Possivelmente já chegarei tarde
E cujas não cheguem para mim!...
Só que tal loucura não me arde
E sinto-me tanto melhor assim!...

Não me tentando sentir doente,
Após injectada dose de veneno!...
Se pra beber prefiro aguardente,
À mesa não quero mastigar feno...

Como asnos e burro me chamam,
Pelo qual não pretendo acreditar,
Deixando-os pelo que acreditam!...

E se pela força houver o trabalho,
Juro e já me estando a precipitar,
Que lhes aconselho um tal atalho!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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ARTE E CIÊNCIA...

Arte e ciência....jpg

Manuel Nunes Francisco ©®
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TANTAS AS SAUDADES

Tantas as saudades II.jpeg

TANTAS AS SAUDADES

Tenho saudades desses passeios,
Desse vale, por entre os montes,
Daquelas respostas a devaneios,
De águas correndo, como fontes...

E desses caminhos de quem quer,
Da fenda por entre as extensões,
Saudades de ouvir a qual mulher,
Perdida num quanto de emoções...

Tenho saudades desses caminhos,
Conhecidos e por tão percorridos,
Nos limites de quais abundâncias...

Saudades de todas as fragrâncias,
Desse campo e perfeito de cenas,
Percorrido, num leito de açucenas!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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COMBOIO DE FADO E SAUDADE

Santa Apolónia _ Lisboa_Portugal.jpg

COMBOIO DE FADO E SAUDADE

Sempre que um comboio arranca, larga saudades
E deixando para trás toda uma imensidão de vida,
Num seguir a novos rumos e por carris de sonhos,
Tais horizontes, pelo que sejam causa conseguida,
Soltando um adeus e de quem na estação lá ficou,
Olhando longe, pedidos ao Céu e tristes os olhos,
Lembrando tantos outros e trem que aqui passou,
Nunca esquecendo esta, à busca de mais cidades!...
Ah, quantos infelizes, miseráveis, já transportaste,
Quantos apertos de coração, no passado, deixaste
E outros regaste de sangue, aquando não trouxeste,
Em promessas de um dia voltarem e não cumpriste?!...
Eles partem, voltam, os dias vão partindo, as ilusões
E tu, comboio, transportas milhares de recordações,
Esse fado, não em malas de cartão, mas semelhante
E cujo destino é ser português, tal eterno emigrante!...

Manuel Nunes Francisco ©®
francisfotoProfimagens ©®
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AH, TAL PAIXÃO, POR TI!...

Alentejo_Perto de Extremoz.jpg

AH, TAL PAIXÃO, POR TI!...

Sinto-te o cheiro, o aroma na imensidão,
Sinto-te a vida, em toda essa melancolia,
Esses campos imensos de tão milenários,
A distância dessas tuas infindas planícies,
O sonho de quantos e mais belos sonhos,
Perdidos por entre os meus e imaginários,
Sabendo, na extensão, perder meus olhos...
Perco-me, na distância dessa tua vastidão,
Entregue numa qualquer tensão de agonia,
Nunca me vendo afastar, se tal o pedisses
E tal é esta minha paixão por ti... Alentejo!
Esses pôr e nascer-do-sol, entre os cerros,
Os montes, noutros montes, que só teus,
As caiadas casas, as cores, a cintura delas,
Aquelas, cujas e de tanto me lembrando,
O ladrar longínquo de quantos os perros
E dum restante, que me vai enfeitiçando,
Tais tigelas e cujas designam por gamelas
E sei lá que demais, por tais sonhos meus!...
Essas pradarias, a savana, seja lá o que for
E outros nomes tenham, mas sem o pudor,
Pois que teu vernáculo é do mais merecido
E, nesta loucura, me rendo, por convencido!...
Cavalgo-te, sem que te veja um tal infinito,
Sendo eu o cavalo, relinchando o meu grito...
Sou a amada sela, num tanto cavalo de sela,
Perdido, apaixonado, nessa terra de desejo,
Cavalgando tua paisagem, de tamanho bela!...

Manuel Nunes Francisco ©®
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