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QUARENTENA

Quarentena - Livros Prontos.jpg

Quarentena // Livros Prontos

Caríssimo/a Autor/a,

É com muito gosto que anunciamos que a obra colectiva Quarentena já se encontra pronta. Recebemos cerca de 5.000 participações, das quais selecionamos 1.000 para esta obra ímpar, que é um testemunho de um tempo único, que esperamos que não volte a repetir-se. Entre os textos selecionados encontra-se o Seu.
Dividimos a obra em 2 volumes: No 1.º volume encontram-se os poemas e textos dos/as Autores/as cujo primeiro nome começa de A a J. No 2.º volume encontram-se os poemas e textos dos/as Autores/as cujo primeiro nome começa de J a Z. Se tiver dúvidas sobre em qual dos volumes se encontra o seu poema ou texto, não hesite em contactar-nos.
Porque a segurança de todos é uma prioridade máxima para nós, não iremos realizar o evento de lançamento desta obra, por enquanto. Estamos certos que estaremos todos juntos, em celebração num evento literário em breve.
De qualquer forma, se desejar adquirir a obra, a mesma tem um custo de 25€ por cada volume e 40€ para ambos os volumes. Basta responder-nos a este email com a indicação de quantos exemplares deseja adquirir, e de que volume ou ambos, bem como a morada para entrega, e daremos seguimento imediato à sua encomenda.

https://www.chiadobooks.com/livraria/quarentena-memorias-de-um-pais-confinado-portugal

Com estima e consideração,

CHIADO BOOKS

BREAK MEDIA
Publishing Group

FARINHA DO MESMO SACO II

Farinha do mesmo saco I.jpg

FARINHA DO MESMO SACO II

... Farinha do mesmo saco,
Pão saído do mesmo forno,
Enquanto o povo come as migalhas!...
Ratazanas de qual buraco,
Em altas vidas de adorno,
Precisando de acendalhas...
Um sopro, por entre brasas,
Atiçando o lume brando,
Nas cinzas do povo que arde...
Que lhes torram as asas
E o restante corpo esperando,
Espreitando por qualquer grade!...
São farinha de seus moinhos,
Onde a mó é sempre a mesma,
Mesmo que não corram águas...
Os pobres moem sozinhos,
Calmos, em passos de lesma,
Carregando a cruz e as tábuas...
Para que registem o nome,
Entre pó e pedras soltas,
Ao que à terra sem direito...
Num seu deserto e de fome,
Cansados de tantas voltas
E cheios de dores no peito!...
Até os gatos lambem os cães,
Enquanto estes roem os ossos
E que sobram das suas vítimas...
Que morreram sem vintães,
Tropeçando nos seus passos,
Numa adega de secas vindimas!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

TÃO LONGE DAQUELES TEMPOS

Tão longe daqueles tempos.jpg

TÃO LONGE DAQUELES TEMPOS

Hoje estou perto, mas tão longe,
Tão afastado daquelas madrugadas,
Em que me levantava para a escola,
Pegando na minha sacola,
Num simples lanche e palavras dadas
E lá ia, calmo e sereno, como monge...
Roupa simples e toscos sapatos,
Livros, cadernos, nalguma falta,
Cometendo erros e actos,
Mas sendo normal da malta...
Nada de mais, sem ninguém ofender,
Havendo que rir,
O importante era curtir,
Jogar ao berlinde, à apanhada,
Uma limonada beber
E o resto não interessava nada!...
Eram tempos felizes, namoricos,
O descobrir dos encantos,
Encontrar quantos recantos,
Numa aventura de mafarricos...
Hoje, olho esses tempos,
O encanto de tais momentos
E que não voltam,
Mas da vida não se soltam!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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FRAGMENTOS

Fragmentos.jpg

FRAGMENTOS

Sou o finito do infinito,
Farinha de qualquer saco,
Por vós, sei o que sinto,
Côdea rija de qual naco...
O que redijo, são fragmentos,
Partes literárias de uma vida,
Alegrias e quão lamentos,
Fatias de broa cuspida...
Perguntem-me tais sentimentos,
Pois que não saberei responder,
Serão maus tratos, tormentos...
Talvez que desilusões sociais,
De quantos me querem foder,
Bem parecidos e outros tais!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

VOCIFERANDO PARECERES

Vociferando pareceres.jpg

VOCIFERANDO PARECERES

Admirável mundo e repleto de palhaços,
Pessoas ridículas, sentindo-se papagaios,
Arrotando baboseiras e em largos passos
Tropeçando na arrogância... e tão lacaios!
Dizem-se de profundo saber... e coitados!
... Acusando os outros de baratos filósofos,
Mas só vociferando merda em seus ditados
E enquanto regurgitam pareceres balofos...
De senhores, detentores de tantos saberes,
Sinto o orgulho de em nada ser igual a eles,
Inveja naquilo que tanto sou... leigo burro!
... Ah, lá chegará o dia de dar o meu zurro,
Que chamarei todos a este pobre estábulo,
Ditando tal saber e num nobre espectáculo!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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SEGUINDO O CAMINHO

Ser figura de burro.jpg

SEGUINDO O CAMINHO

Sou a besta, sigo o caminho
E remoendo de tão sozinho,
Sempre neste mesmo andar,
Preso por algum meu pensar...
Carrego a albarda, sem dono,
Desgraças, roubando o sono,
Torneando fomes e de sobra,
Pelo que a vida tão me cobra...
Sou burro e animal generoso,
Cedo o nome a demais gente
E, portanto, me sinto vaidoso...
Sou besta, figurante de burro,
Ao revés que dizem constante,
Pois que penso, quando zurro!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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CAVALEIROS DO VENTO

Cavaleiros do vento.jpg

CAVALEIROS DO VENTO

São os derradeiros cavaleiros do vento...
Montando cavalos de ferro, pela estrada,
Como se aventurados a um qual advento
E seus corpos expostos ao todo e ao nada;
Seguem, num rugir, como a pior das feras,
Mas na calmaria e adrenalina da distância,
Alimentando quantas e eternas quimeras,
Em corridos quilómetros de abundância...
E tanto amados, como deveras odiados,
Incompreendidos, ao longo desse asfalto,
Havendo quem os descreva de marados,
Mas sendo os que mais sofrem tal assalto...
São os cavaleiros oriundos de um passado,
No bem cavalgar, desfrutando a natureza
E pouco mudou, pois só se alterou o recado
E a montada, sempre na mesma destreza...
São cavaleiros do vento, sangue vermelho,
Puro e soltos ao destino, em desfiles ao ar,
Planícies de brisas, pôr-do-sol e tal espelho,
Rebentares de êxtases em quanto explorar...
São os cavaleiros do vento, actuais paladinos,
Desfilando pelos universos demais sonhados,
Visões de crianças, adultos sempre traquinos
E sentindo na pele o quanto de mal-amados...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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ARAUTOS DA SALVAÇÃO

Burro de nome....jpg

ARAUTOS DA SALVAÇÃO

Interrogo-me nas pessoas e conversas,
Armadas em arautos da salvação,
Por ideais e ditadas situações acesas,
Mas sem servirem de qualquer acção...
Irrita-me tais convicções e reles mestres,
Com telhados de vidro, lançando pedras,
Profetas da inteligência, mas moços de fretes,
De quem, por interesses, dita as manobras...
Revolta-me toda esta gente chanfrada,
Seguindo todos estes caminhos do nada,
E complexa confusão do incógnito...
Lendo nas linhas do profundo insólito,
Mentes do mais leiloado dos feirantes,
Gabarolas, mestres-escola e ignorantes!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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