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LÁGRIMAS DE VERGONHA

Lágrimas de vergonha III.jpg

LÁGRIMAS DE VERGONHA

Porque lacrimas, pergunto eu?...
Parece-te que pouco interessa!
E será tanto assim, ou engano?...
Esse pranto, alguma razão terá!

Anda, encosta-te a ombro meu
E soluça, faz-te de alma confessa,
Procura a solução ao desengano
E que pior que tu alguém estará!

Olha à volta, a Terra onde moras,
Sente quem tanto andas a calcar,
Ouve estas notas, ditas por mim
E tantas vezes pouco nos servem...

Não tenhas vergonha, se choras...
Pode ser mero desabafo, chorar!...
Porém, deves prantear, isso sim,
Pelas lágrimas que a ti se devem!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

UM QUANTO DE BRUTO!...

Um quanto de bruto!... I.jpg

UM QUANTO DE BRUTO!...

Cada vez me sinto um tanto bruto,
Intelectualmente falando, é claro!...
E nem sei se estou a ficar estúpido,
Ou se, de tal, me andando fazendo!
Olho ao redor e questionando tudo,
Calado, pois que nada e tal discuto...
Já não percebo as gentes que vejo,
As mais ridículas e inócuas atitudes,
Havendo quem tudo faz em cortejo,
Simplesmente de nada entendendo,
Num vazio, ao que os olho e reparo,
Incrédulo, inerte, senão estupefacto,
Às mais de tão esquecidas virtudes
E receio de cometer paralelo acto!...
Bruto, assim me entendo e declaro,
Observo tal mundo, enquanto paro,
Sentindo aquele tal nó no estômago
E como se ingerido veneno amargo!...
Vou-me contagiando de brutalidade,
Assim me moldam, em tal igualdade!

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

ORGULHOSAMENTE EU!...

As pessoas.jpg

ORGULHOSAMENTE EU!...

Serei aquela sombra que caminhou,
Aquele calmo e dócil lobo solitário,
Serei o tempo que já passou,
Numa afronta do diário...
Serei a vida de quem se enganou,
Verso do mais controverso fadário,
Quem convicções não abandonou
E em vez alguma salafrário...
Serei tudo, indomável filho da puta,
Amigo de quem chamei de amigo,
Estúpido e sempre pronto à luta,
Sem qualquer medo do que digo...
Serei figueira-brava em terra devoluta,
De galhos ressequidos e feita abrigo,
Folha pisada, voz que ninguém escuta,
Mas nunca caminho que não sigo...
Serei trajecto quanto delineado,
De algum atlas exposto ao vento
E quantas vezes abandonado,
Mas numa liberdade que sustento...
Serei ave de qual céu sobrevoado,
Pelas tais bebedeiras de azul,
Em voos e num futuro recordado,
Por correntes de Norte a Sul...
Talvez que meros ossos esquecidos,
Por quaisquer areias de deserto,
Sem nome e deveras aquecidos,
Com um onírico oásis por perto...
Terei sido odiado e amaldiçoado,
Qual ossada tanto dura de roer,
Nunca qualquer vassalo e comprado,
Serei eu, –orgulhosamente!–, até morrer!...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

PORCOS QUE TAL SÃO

Porcos que tal são.jpg

PORCOS QUE TAL SÃO

Confesso que prefiro o peixe,
Qualquer e em lugar de carne,
Não havendo algo que deixe,
A não ser o que não descarne!

Assim, limpo bem as espinhas,
Que migalhas também são pão,
São como escrita e entrelinhas,
Valendo por quanto o que são!

Dando por tal delícia esta troca
E à carne que sempre degustei...
Tais saborosas partes da porca!...

Ou porco, mas de quatro patas,
Boa febra e que sempre adorei...
Nunca outro, quer seja de gatas!

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

QUESTÕES SEM RESPOSTAS

Questões sem respostas.png

QUESTÕES SEM RESPOSTAS

Questões, quem e por acaso, as não tem?!...
Uns questionam-se só porque não sabem,
Outros, – pior ainda!–, porque não sabem nada,
Ou não sabem porque tanto se questionam!...
Semelhantes questões todos nós temos,
Umas questionando porque nos arrependemos
E aquelas em que nem o questionamos.
Todas as questões têm uma resposta
E que na maioria recusamos aceitar,
Aquelas que tememos e ninguém gosta,
Ou que nos podem sintomatizar!...
Ai, –um tanto pior!–, quando tal não nos agrada!...
Aí, voltamos as costas e sem dizer ao que andamos...
São assuntos que nunca nos interessam!...
E questionamos, somente por questionar,
Pois que a resposta pouco irá interessar!...
Questões valem bocejos e pouco mais são
E tal acutilante piar fica para os pardais...
Pois os silêncios das respostas são fulcrais
E que se foda qualquer que seja a razão!...
Questões, respostas, esse perverso casamento,
Nada importa e caindo pelo esquecimento!...
As questões, –na existência!–, mantenho eu,
Enquanto as dúvidas se vão multiplicando,
Cada qual dando resposta a quanto seu
E nada de relevante mais confrontando...
Somos reino sem qualquer roque nem rei
E soberanos sem vestígios de um reinado
E, por razoável resposta, tanto mais não sei...
Sabendo que vivo num reino condenado!...
E respondo, –a quantos não se questionam!–,
Vivam, nessa pachorra, mas não me fodam!?...

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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