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OS SETE PECADOS CAPITAIS

Os sete Pecados Capitais.jpg

OS SETE PECADOS CAPITAIS


Vejo-te demais entregue à gula,
Untando as mãos com a comida,
Limpando os dedos na tua gola,
Entregue, desmedido, à bebida.

 

No insaciável pecado de avareza,
Ganância material e do dinheiro,
Já nada sentes, em tanta rudeza,
Em que a idolatria está primeiro.

 

Perdes-te, a quanta mais luxúria,
Num total egoísmo e mais prazer,
Nalgum vicioso desejo, feito fúria
E sem controlo, por te bem saber.

 

O que não toleras, cospes na ira,
Tal sentimento e de tão externo,
Não interessando a quem se fira,
Ou que o mundo se torne inferno.

 

Espreitas o vizinho, na tua inveja,
Nessa tua vontade de mais teres
E querendo melhor e que se veja,
Não importa como e não puderes.

 

Ah, mas tal capricho da preguiça,
Essa falta de esmero, na moleza
E adias, o que hoje não te cobiça,
Ficando para depois e de certeza!

 

E sobrando vaidade, tal soberba,
Em que te olhas demais superior,
Achas-te Deus, mas sem averba,
Tampouco imagem de altar-mor.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

ACERTOS DE CONTAS

Acertos de contas.jpg

ACERTOS DE CONTAS

 

Eu sei que Hades me irá atender,
Que um deus me há-de reclamar,
Qualquer deles me irá entender
E tal mundo terei que encontrar.

 

As minhas penas serão cumpridas,
Por terras, que se afirmam minhas...
Em tal outra se irão acertar linhas,
Dos pesados passos e de tais vidas...

 

E as cinzas serão energia na terra,
Restos à crusta e que tal já foram,
Neste Universo e de tanta guerra...

 

A terra será, tão finalmente, a paz,
Nesta Terra e de quantos a moram,
Cada qual fazendo o de tão mordaz.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual

 

PALAVRAS QUE SÃO ARMAS

Palavras que são armas II.png

PALAVRAS QUE SÃO ARMAS

 

As palavras são a arma dos poetas!...
Que sejam, pois que são a verdade,
Talvez que muitas teorias patéticas
E procuradas no meio da ansiedade...

 

Acredito que tais sejam acutilantes,
Ferindo egos, mentes adormecidas
E quantas personagens embirrantes
E que pouco mais são que vendidas!

 

E por demais que incompreendidos,
Os poetas nunca serão irreflectidos,
Em palavras que alguém adormeça...

 

Serão o peso disparado de canhão,
Pontaria certeira a tanta confusão
E pontuação final a quem mereça!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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H2O - ÁGUA

H2O - Água.png

H2O - ÁGUA

 

Ai, quanta fonte de vida
E para outros a mortalha,
Torturada em desmedida
E sem nada que lhe valha!...
H2O e pelo baptismo água,
Berço de qualquer ser vivo,
Leito de rio e que desagua,
Por mares e de mais activo.
És a fronteira e os conflitos,
De nações e quanta história,
Promessas, aos mais aflitos
E pecadores sem memória.
És água, nome de lágrimas,
A frescura que lava o rosto,
Essência de quantas almas,
Brotada nalgum desgosto.
Palco de um teatro campal,
Mão dada de quanta dança,
Chuva, em dádiva celestial,
Sonho, por qual lembrança.
Lençol, a estendidas ondas,
Fazendo de coberta ao mar,
Carpete do local que rondas
E num sal que te vem beijar.
Água, tão destruidora força
E que nos pareces tão frágil,
Tens a beleza de uma corça,
Nalguma corrente mais ágil.
Moldas terra, temperas aço,
Apagas chamas da desgraça
E lavas campos, esse regaço,
Sem que haja uma mudança...
Deixam-te escoar na sarjeta
E sem qual dó, nem piedade,
Ou morres seca, numa valeta,
Sem que te oiçam a verdade...
E choras, em pena do mundo,
Remoendo no que te fazem,
Esquecendo que um segundo,
É o que nos resta de margem!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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ODEIO TAL GENTE

Ódios II.jpg

ODEIO TAL GENTE

 

Sinceramente, odeio políticos!...
Odeio toda essa nojenta irmandade,
Distribuída aos mais diversos partidos.
Odeio quantos a tais se vendem,
Que os acarinham e idolatram,
Como se clubes de futebol...
Odeio quantos se dobram às religiões,
Adormecidos aos mais cínicos oradores,
Curandeiros, vigaristas, charlatões,
Bedelheiros de conspiração,
Que, na sua ideologia, tudo cospem,
Em prol de uma seita de aldrabões...
Intrujas, constantes de um enorme rol
E que em vergonha não se perdem,
Sem qualquer tipo de valores
E que semelhantes os defendem,
Ao que a faca nos espetam, ou maltratam
E que por nós tomam decisões.
Odeio toda a circundante escumalha,
Que se afastam de nós, bem divididos,
Por quantos números de matemática...
Odeio quantos protestam a contestação,
Seja qual for, tanto mais a ambiental,
Negando a alteração climática,
Em promessas que tudo está normal,
Pois que os interesses são chorudos,
Em contas ocultas de tantos cornudos!...
Odeio quem não quer estender a mão,
Ao seu semelhante, familiar e amigo,
Nem reconhece o porquê de ser mendigo.
Odeio este mundo tão cabrão,
Em que já não existe vergonha, verdade,
Em que os pobres lambem os ricos
E todos chafurdando na mesma lama,
Em que já não há luz, nem chama,
Neste Universo, que demais tresanda
E em que o mais corrupto tanto manda!...
Odeio os falsos discursos de feiras
E todos aqueles que os apoiam,
A maioria sem eiras, nem beiras,
Mas que tais porcos vangloriam,
De boa vontade os criam e engordam,
Mas que de tal carne nunca comem,
Por muitos ossos que roam...
E eles grunhem, enquanto outros dormem!
Odeio quem afirma que me odeia,
Só porque não durmo na chafurdice,
Que o vosso pente não me penteia
E que não como da mesma palha,
Tão-pouco bebendo de tal imundice!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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PORTAS QUE SE ABREM

Portas que se abrem.jpg

PORTAS QUE SE ABREM

 

São tantas, as portas que batem
E que se abrem, novamente,
Deixando sair os que partem
E os que regressam, de repente...

 

Estão desesperados para entrar
E muito mais de fazer sala,
Naquela ânsia de palrear,
Sabendo que ninguém os cala.

 

Cumprimentam-se os compadres,
Escolhem os lugares e sentam-se,
Cortejando as comadres...

 

Conhecendo os cantos à casa,
Vão comendo e esvoaçando-se,
Por tal ninho, de tanta asa!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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VENTOS MEUS

Ventos.jpg

VENTOS MEUS

 

No baloiçar do vento,
Encalho nos braços do argumento,
Tropeço nos degraus do sofrimento
E amarrado ao cais do esquecimento...
Sigo nas rajadas mais dispersas,
Sacudindo as árvores mais indefesas,
Levantando cinzas e chamas acesas,
Areias viajantes e maltesas,
Mas como parte de tal rajada,
Sem destino e demais acelerada,
Levantando poeiras de qual estrada
E forçando pássaros em debandada...
Baloiço, em movimentos desenfreados,
Por lugares e mundos castrados,
Em revolta e na voz dos desgraçados,
Que morrem à fome e sem telhados.
No baloiçar do vento, como barco a afundar,
Navego, na esperança de algo mudar
E que a qualquer porto venha a dar,
Em rumo do que o vento norte mandar...
E quando meus ventos encontrar,
De tais rajadas, pararei de procurar,
Nada mais querendo, que simplesmente palrar
E escutar, no baloiçar dos ventos a soprar.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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