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NESTA CRIANÇA

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NESTA CRIANÇA

 

É já meu tempo, deveras passado,
A passos, um tanto ou quanto fugaz,
Remoendo no que não alcançado,
Prisioneiro do que não fui capaz...

 

Em trambolhões, por toda esta vida
E por enredos maquiavélicos,
Sinto a honra de missão cumprida,
Cuspindo quantos de tão maléficos...

 

Como tal, nesta hora de criança,
Sinto que mais este dia me fugiu,
Questionando alguma lembrança...

 

Quem sabe, o caminho a desbravar
E quanto esta vida me decidiu,
Ou demais obstáculos a conquistar?...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( francisfotoPROfimagens )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

NO PASSAR DO TEMPO

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NO PASSAR DO TEMPO

 

Será que valeu a pena,
Ou uma simples ilusão,
Nesta já mais que vintena,
Desses tempos que já lá vão?...

 

Tempo e tempos, que rolam
E sem nunca dar-mos por tal,
Traiçoeiros e que enrolam,
Nos temperam, como o sal.

 

Num passo acelerado
E esperança de alcançar
O quanto já é passado...

 

O futuro é construção,
Ao que o presente falar
E de péssima gratidão.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

PESSOAS E DIAS DE MERDA

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PESSOAS E DIAS DE MERDA

 

Há tantos dias de merda,
Que até a merda é fecundada,
Escorrendo por qualquer borda
E a ela ficando agarrada.
São demais os dias assim
E em que nos borram as botas,
Pessoas que olham para mim
E às quais volto as costas.
Talvez por tanta merda serem
E limpando o rabo aos dedos,
Que nenhuma atenção merecem
E os remeto aos seus segredos...
Mas pensam-se senhores de tudo,
Até da merda que transportam,
No corpo, ou na cabeça de entrudo,
Sua imagem e que tanto gostam.
No cérebro, resta-lhes forrica
E da pouca massa cinzenta,
Sendo a impressão que fica,
Em tal conversa que lhes assenta...
Merda e só merda, simplesmente,
Andando por este mundo fora,
Que não há paciência que aguente,
Ver tanta merda e a toda a hora!...
Que não se dê mais corda ao relógio,
Para que as horas, a demais fartos,
Parem e deixem de ser elogio,
A quem nunca nos foram gratos...
É merda que vai escorregando,
De mansinho e tão suave,
Que nem conta nos vamos dando
O quanto tamanho da ave...
Cagadelas e sendo aparadas,
Por quem ande cá por baixo...
São palavras bem cagadas
E apanhadas no relaxo.
São só merda, nos seus discursos,
Enquanto prometem ao povo,
Bramem merdas, feitos ursos
E pouco dizendo de novo.
Coloquei algodão nos ouvidos,
Um capacete na cabeça
E, embora de braços escorridos,
Não quero, a estátua, ser tal peça...
Caguem-se todos, mas não me borrem
E, tanto que estou bem protegido,
De quantas cagadelas que sobrem,
Jamais serei atingido!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

ESTANDO DE PASSAGEM

Estando de passagem.jpg

ESTANDO DE PASSAGEM

 

Sei que estou de passagem,
Com bilhete pra embarcar,
Com um cais na outra margem,
À espera de atracar...

 

Destinos duma viagem
E que ninguém ousa comprar,
São o fim duma miragem,
Tantos sonhos de encantar.

 

Caminhos tentados em vão,
Quantos feitos em ilusões,
Quantas sombras de confusão.

 

Passos doridos, cansados,
Quantas vezes de confusões
E confrontos mal-amados...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

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