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CONCEITOS DE VIDA

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CONCEITOS DE VIDA

 

Nesta minha vida e conceito,
Levo tudo muito a peito,
Neste mundo de confusão...
Não temo as críticas merecidas,
No meu melhor, sempre ouvidas,
No meio de qualquer alusão.
Levo uma vida discreta,
Rebentos por honestos caminhos,
Na sociedade e sozinhos
E na educação mais concreta...
Amigos, contados pelos dedos
Destas duas mãos que tenho,
Pois, com os pés, sacudo os outros,
Que tanto me são desdenho...
Sabendo que não sou perfeito,
Sigo esta linha, meu leito,
Como rio, procurando o mar,
Polindo as rochas agudas,
Escavando águas profundas,
Sempre que alguém me roçar...
Aprendo no que não me dizem,
Nas mentiras formuladas,
Tantas, a que não resistem
E porquanto mal trabalhadas...
Chamam-me burro, estes asnos,
Sem saber onde cair mortos,
Provocando, em mim, espasmos,
Respostas feitas de arrotos...
Neste meu conceito de vida,
Ao lado de quem me chama,
Tenho minha alma ferida,
Rastejando em tanta lama...
Quem sois vós, que me criticam,
Sabendo que não me alcançam?...
Sereis Deus, que não acredito,
Ou reles matéria do Maldito?...
Acordem, gente servil e desonesta,
Que a vossa moral pouco atesta,
Neste mundo que é nosso
E que, de vós, pouco posso!...
Subservientes de esquemas,
Alimentadores de bestas, que mordem,
Pacientes, como lesmas
E que, à vossa mão, vos comem!...
Despertem, reles cavalgaduras,
Mentes dormentes e duras,
Massa encefálica retraída
E na vossa cabeça perdida!...
Ofereçam tudo, de mão beijada,
A quantos políticos corruptos!...
Para vocês, não sobra nada...
Baixem as calças, seus brutos!...
Ai, este meu péssimo feitio,
Que me corrói, me faz fastio...
Este meu acérrimo orgulho,
Que me dá voltas ao bandulho!...
Baixem-se e sem mais nada fazer,
Dando-lhes tudo e bom prazer...
Ai, esta minha raiva e lamento,
Este meu conceito e argumento,
Todo este meu tormento...
Com que me deito e levanto!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

MINHA REFLEXÃO

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MINHA REFLEXÃO

 

Em certos momentos e pensamentos,
Sinto-me um incontornável sacana,
O mais repugnante filho da puta...
– Coitada da minha mãe, vítima
E uma entregue temente a Deus! –,
Ela e como tantos dos seus...
Mas esta é a verdade, gelada e absoluta!
Moí-lhe o juízo, quando esta não merecia,
Deitando na mesa e ficando para última,
Comendo o restante, nos tormentos,
Que lhe eram sobra dia-a-dia...
E eram muitos, nesses tempos, em demasia,
Que se acumulavam em agonia!...
É este o meu purgatório de doutrina profana!
Olho para trás e desejo-me amaldiçoado,
Não pelo que sou, mas tanto pelo que fiz,
Sendo que algo me acorda e diz,
O quanto fui ingrato, nesse tempo abençoado.
Nestes, agora e pesados, actos de reflexão,
Sinto como se uma voz a chamar-me à razão,
Sem entender, no entanto, a dor desta altura...
Se são remorsos, ou alguém que me fez jura,
Num prazer e queima no Inferno,
Desde a pele, até ao cerno...
Eu, que até nem tenho muito para arder,
Mas muito mais, neste mundo, para roer!...
Nestes breves momentos de transposição,
Sinto-me tudo... inocente criança e cabrão!
... E quando me sento, neste raciocínio profundo,
Relaxo, sabendo que não estou só neste mundo!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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MEU DESTERRO

Capricórnio.jpg

MEU DESTERRO

 

Sou beirão e bem marcado,
Enxertado em corno de cabra,
Nascido lá para trás dos montes,
Num qualquer vale desfigurado,
Nem por Satanás mencionado,
Quanto mais encontrado!...
Onde, talvez, existam mil fontes,
A par das dores, sem parte igual...
Puseram-me a caminho, desterrado,
Para tal desenhada selva urbana,
Sem nada que houvesse de sobra,
Para quem já não tinha nada,
Numa vida mal arrumada
E onde cada qual a seu fado.
De tantos chutos, aprendi o jogo
De tamanha vida mundana
E da forma mais banal...
Subi árvores, saltei muros,
Queimei-me, em cálculos de fogo,
Levei, na fuça, alguns murros
E, no meio de tanta mossa,
Tive que aprender, à força,
Por entre chacota e troça,
O amargo de quanta fossa...
Limpei-me e segui em frente,
Desse ponto que então deixei
E, não deveras contente,
Chegou o dia em que voltei...
Hoje, em demais secreto orgulho,
Sinto-me, tanto quanto, farrapo,
Merda limpa em qualquer trapo,
Lançado ao mundo e malparido,
Eis-me, tão arrependido,
Fazendo parte deste entulho!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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PERGUNTAS E RESPOSTAS

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PERGUNTAS E RESPOSTAS

 

As questões são raciocínio de incertezas,
Procurando respostas de leviandade,
Tentando esconder o que demais sabem,
Nas certezas da verdade...
Mas não se escondam, nem disfarcem
Os podres das vossas fraquezas,
Nos argumentos que encontrarem!...
As respostas são o que valem,
Às perguntas que procuramos,
Conhecidas e que merecemos
E nunca aquelas que queremos,
Na prova final do que somos.
Não me perguntem se sou Deus,
Nem tampouco Lucifer,
Se sou homem, ou mulher...
Questionem, sempre, o que faço,
Pelos caminhos que entrelaço
E pelos quais nos perdemos,
Nesses exames meus e teus,
Nos quais nos defrontamos...
Responde à tua questão,
Questionando se me mereces,
Se sou tanto o teu irmão,
Ou aquele que sempre esqueces?...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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GRÃOS DE AREIA

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GRÃOS DE AREIA

 

Sigo espezinhando por entre grãos de areia,
Já por tantos e demais, tanto percorridos,
Pegadas abertas, como quem sonhos semeia,
Por estes e outros pés, um tanto doridos...
Trocava, cada grão, por igual segundo de vida,
Sabendo o que sei hoje, aprendido no tempo,
Como se esse percurso fosse a toalha sacudida,
Enrolada neste meu corpo e em que me tapo.
Por cada um destes grãos, já tão esmiuçados,
Colocaria questões aprendidas em caminhadas
E que a vida nos propôs, às vezes amaldiçoados,
Levando-nos por beiras das piores estradas...
Se tal pudesse, faria minha, nova cama afagada,
Com ambas as mãos, alisando onde me deitar,
Deixando só os altos de qual areia molhada,
Tapando os baixos do que não quero lembrar...
Deitar-me-ia, de braços abertos, rente ao mar,
Aguardando as melhores ondas que viessem,
Enroladas e frescas marés, de mansinho, me beijar
E segredando-me o futuro que mais quisessem...
Deixar-me-ia embrulhar, indo ao sabor das águas,
Partindo para o alto-mar, deixando-me embalar,
Fixando o firmamento e seguindo as gaivotas,
Alcançando distantes paragens e não mais voltar...
Descobrir novos horizontes, dunas serpenteadas,
Voltando a pisar, correr e abraçar, como louco
E esculpir ideias, moldar novas areias molhadas,
Sorrir, vertendo lágrimas salgadas, sabendo a pouco...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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TAIS LOUCOS

Tais loucos.jpg

TAIS LOUCOS

 

Os poetas, são deveras loucos,
Oriundos de um palácio de malucos,
Residentes num mundo surreal,
Esse paraíso, que consideram ideal...
Os poetas, são tudo e tão diferentes,
Virtudes e de sonhos vigentes,
Completos, ou incompletos, líricos,
Mas, acima de tudo, frenéticos...
São o que os demais gostariam de ser,
Vaguear por este Universo e ver,
Ao que outros nunca irão tal alcançar,
Quanto e por qual, tampouco realçar...
São sonhadores, que rodam a vida,
Que entendem o quanto esta despedida
E sabendo que nada de mais existe
Para além da morte e que nos assiste...
Em cada louco há uma esperança
E quem é tonto sempre alcança,
Nem que seja o mais banal
E que tal persista nalgum final...
Vivem numa ilha de fantasia,
Prazer de quem vive em agonia
E que mais entende à sua volta,
Vivendo uma constante revolta...
Ser poeta, é sentir a ignorância
E que a seu redor é uma constância,
É sentir o amargo fel na sua boca,
Em palavra à solta e demais rouca...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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INSTINTO ANIMAL

Instinto animal.jpg

INSTINTO ANIMAL

 

Sou demasiado como os ursos,
Não gostando de ser acordado,
Pendente dos meus recursos,
Sempre que maltratado...
E estendo as garras de fora,
Sempre que alguém se achega,
Dia, de noite, a qualquer hora,
Ou a quem me desassossega...
Tenho instinto de animal
E assim quero continuar,
Sendo uma dádiva demais fatal,
A que não quero abandonar...
Sou urso, ou pior que isso,
Por tal não me provoquem,
Vendo tudo quanto omisso
E em palavras que me troquem...
Sou animal, fera, o diabo, pecado,
Sempre e mais que necessário,
Pelo que vos deixo este recado
E não se armem em canário!...
Deixem-me livre e à solta,
Respirar deste meu ar,
Não queiram que vos dê a volta
E nas garras vos apanhar...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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ESTE MEU GOSTO

Kurt Cobain.jpg

ESTE MEU GOSTO

 

Como adoro este meu gosto!...
Gosto do braseiro de Agosto
E dos ventos frios de Inverno,
Dos que alimentam o Inferno
Pelo que fizeram de adverso
Neste, que é meu, Universo...
Gosto de quem fala verdade
E longe de qualquer vaidade,
Da mulher que entra no bar,
Seja para se divertir, ou falar,
Sentar-se à mesa dos machos,
Comendo dos mesmos tachos...
E bebe um bom vinho de jarro,
Se entrega num suave charro,
Nalgum delírio e bom prazer
E sem criticas a quem temer...
Da professora de bom saber
E que ensina o verbo foder,
Sem olhar aos preconceitos
Que lhe foram ditos eleitos...
E como gosto dos humildes,
Das suas puras capacidades,
Nas mais singelas vontades,
Com projectos e ansiedades
E sem se deixarem enganar
Por quantos os tentam sugar.
Como eu gosto do confronto,
De quem ousa chamar tonto
A quem não entende a razão...
Esse amigo e mais que irmão!
Gosto do mau cheiro político,
Da religião, na boca do crítico,
Da indisposição, com que fico,
Náusea, ao ver um padre rico...
Vontade de lhes dar trabalho,
Ou de os mandar pro caralho!
Como eu gosto e tanto adoro,
As merdas que oiço e decoro...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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MINHA RIQUEZA

Minha riqueza.jpg

MINHA RIQUEZA



Não anseio qualquer riqueza,
Senão ser rico a mim próprio,
Doando parte desta pobreza
E bem-estar deste meu ópio.



Ser verde, flor de Primavera,
Cor divina e pintada em tela,
Uma nova planta que se gera,
À sacada duma aberta janela.



Não quero oiro, mesmo prata,
Nestes bolsos, quanto vazios,
Mas aquilo que mais importa…



Quero aromas à minha volta,
Afastar-me de quantos vícios
E esquecendo gente ingrata.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )

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ESSAS ONDAS LEITOSAS

Essas ondas leitosas.jpg

ESSAS ONDAS LEITOSAS

 

Ai, essa volúpia e leitosa espumarada,
Sacudindo meu corpo, desesperada,
Enquanto percorres certas margens
E sem a noção de quão selvagens...
Enrolas-te, em tamanha sumptuosidade
E sem saberes a que mais vontade,
Afagando meu corpo e em loucuras,
Demais sentidas e a tais bravuras...
Ai, essa espuma, que me sufoca,
Me tenta atrelar e me reboca,
Me serve de colchão, por tuas águas
E me afasta de minhas mágoas...
Quantos altos e baixos de tua matéria,
Elevam o fluxo de qual artéria
E me conduzem o olhar,
Ao longe, no perder do alto-mar...
Como é delírio, ver-te murmurar,
A encontro de meus ouvidos segredar
E sentir-te deslizar, junto a mim,
Sabendo-te num vai e vem, sem fim...
Envolve-te, mais uma vez e outra qual,
Por amplo espaço deste areal,
Um olhando o azul, o outro a areia,
Enquanto eu navegador e tu sereia...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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