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LÁGRIMAS DE RIO

Água de rio.jpg

LÁGRIMAS DE RIO

 

O mar bebe, do rio,
Lágrimas de quando rio,
Quantas de Carnaval,
Em danças de madrigal...
Tanto seja no Outono,
Acordado, ou num sono,
Seja em tempo de Estio,
Ou tremendo de frio...
Em ventos de Primavera
E todo o mundo à espera,
Sonhando novos odores,
Prados de outros sabores...
E esse rio vai correndo,
Com a esperança morrendo,
Onde irá desaguar
Estas lágrimas e em que mar...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

125 NEGRA

Piaggio 125.jpg

125 NEGRA

 

Ai, esta cento e vinte e cinco,
Viúva-negra, que me arrasta,
Por caminhos, que me afasta
E por loucuras, a que me fico.

 

Quando me achego e monto,
Com carinho e algum pudor,
É ver-nos em jogos de amor,
Tu uma louca e eu um tonto.

 

Sempre desejosa à chamada
E suave toque da minha mão,
Deleite, orgasmo e sensação,
Lançada ao longo da estrada.

 

Ai, como gemes a tal prazer,
Enquanto te enrosco a mão
E te acelero, de sofreguidão...
E é ver-te contorcer esse ser.

 

Neste pensamento, adágio,
É ver-te ondular tais curvas,
Quente e a que não mudas,
Não seja teu nome Piaggio.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( francisfotoPROfimagens )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

PASSADO E PRESENTE

Passado e Presente I.jpg

PASSADO E PRESENTE

 

Deambulo pelas vias do passado,
Caminhos de outrora e desígnios,
Como se antecipação a vaticínios,
A deveras no então meu agrado.

 

Busquei, rebusquei e subi muros,
Trepei os obstáculos e feito fera,
Derrubei os que me eram duros,
Esquecidos se tanto eu mais era.

 

E parei, esbarrando no presente,
Consciente do valor das batalhas,
Rogando forças pra que aguente.

 

Abri alas ao futuro, questionável,
Sem regresso, rodeado de falhas,
Porquanto nada tem de louvável...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

SOU TANTO...

Abrir os olhos.jpg

SOU TANTO…

 

Sou tanto como qualquer um,
Estrume, lançado à terra,
Não chegando a lado algum,
No meio de quanta guerra.
Sou algo, no meio do nada,
Língua pobre, mas afiada,
Sou a vogal e a consoante,
No meio de qual palavra,
Quem sabe, um ignorante.
Bom pregador, mente parva,
Num discurso de bebedeira
E que a muitos só estorva.
Sou sopro, fruto do vento,
Força de qualquer rebento,
Neste berço da sociedade.
Sou minha livre vontade
E sem prestar vassalagem,
Foge-me a boca pra verdade,
Tentada nalguma mensagem.
Não sou o que enche a tripa,
Nem aquele que a lambe,
Tampouco trapo que a limpa…
Mas tu, que me olhas de lado,
Não passas do monte de merda,
Bosta feita de quem és gado.
Sou filho de um filho da puta,
Obra prima resoluta,
Por entre a maior luta
E que nunca pro lado chuta,
Sendo que, nesta disputa,
Ninguém, em nada, me escuta,
Cegos, no seu pensamento
E naquilo que já não sinto…
Sou filosofia de esquerda,
Neste mundo de opressão,
Tendo por direita razão
A certeza do seu descambe.
Sou perseguidor do tempo,
Aprendendo no passado,
Aprendiz de quanto é limpo
E pelo que deixo um recado:
Tudo isto é uma passagem,
Percurso de uma miragem
E que teimas não entender…
Sendo a causa do teu sofrer!
Nessa demarcada altivez,
Nesse ódio, essa maldade,
Resta que não deixas saudade
E que deixas tudo de uma vez…
Ateando o fogo que no Inferno arde!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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SENDO QUEM NÃO SOU

Eu não mudei....jpg

SENDO QUEM NÃO SOU

 

Sou aquele que não quero,
Sendo aquele que não sou,
Sou, a qual, o mais sincero,
Dádiva de quem procurou.

 

Entrego-me, corpo e alma,
Naquilo que haja para dar,
Seja a euforia, ou na calma,
Seja o ódio, ou verbo amar...

 

A arma, ópio, vela de altar,
Bomba e prestes a explodir,
Flor selvagem a ressuscitar.

 

Sou criança e buscando colo,
Homem sisudo, pronto a rir,
A enrolar a pele que esfolo.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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PALAVRAS QUE MERECEMOS

Palavras que merecemos.jpg

PALAVRAS QUE MERECEMOS

 

Ninguém gosta das verdades,
Que lhes sejam ditas na cara...
É uma moléstia, que não sara,
A quem sobrevive a vontades.

 

Que digam o que merecemos!...
Que a vida faz parte dum jogo
E arde mais rápido que o fogo
E em demasiado à que temos.

 

Tamanha maleita que corrói,
Sem se aceitar de bom grado,
Sendo ferida e que tanto dói.

 

Fingimentos que convencem,
A quem ignorante e chapado
E que em contos adormecem.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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MUNDO PERMANENTE

Sigmund Freud II.jpg

MUNDO PERMANENTE

 

O mundo é sonho constante
E que pára num instante,
Sem saber o que fazer...
É chama acesa permanente,
Que nos queima e reclama,
Nos persegue fugazmente,
Nos doutrina a seu benzer
E nos arremessa à lama.
O mundo é uma porta secreta,
Onde entra quem souber,
Esteja fechada, ou aberta,
Sempre pronta a quem couber;
É espaço sem limite,
Fonte de inspiração,
Sofrimento de quem grite
E explorado por qual ladrão,
Filho de qualquer cabrão.
O mundo é pai, é mãe, irmão,
Tudo o que queiramos ser...
É miséria, tristeza e fome,
Sedentas bocas, sem beber,
Cama suja, a quem não dorme,
Guerras, buscando fortunas,
Ricos sonos em cambraia,
Vícios, atrás das dunas,
Ao longo de qualquer praia...
O mundo é arca de desilusão,
A quem morre, sem ter pão!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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SOU O QUE SOU E NADA MAIS

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SOU O QUE SOU E NADA MAIS

 

Sou um tanto como um rio,
Que deixo as águas correr,
Como lágrimas quando rio,
Outras de quando a sofrer.

 

A calma por entre a rocha,
Bala de encontro ao vento,
Sou a chama de uma tocha,
Numa caverna de cinzento.

 

Sou como balão de evento
E nas mãos de uma criança,
Assustado ao meu rebento.

 

Sou o que sou e nada mais
E já perdendo a esperança,
Neste mundo de desiguais.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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