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ESTA GUERRA

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 "BOMBE CHE COSTANO 100 MILA DOLLARI LANCIATE DA UN AEREO CHE COSTA 100 MILIONI CHE VOLA CON UN COSTO DI 40.OOO DOLLARI OGNI ORA, PER UCCIDERE PERSONE CHE VIVONO CON MENO DI UN DOLLARO AL GIORNO. QUESTA E' LA MERDA CHE CHIAMANO GUERRA". ( Lucillo Saorin 17/3 às 14:45 )
"Bombas que custam 100 mil dólares lançadas por um avião que custa 100 milhões que voa com um custo de 40.000 dólares por hora, para matar pessoas que vivem com menos de um dólar por dia. Esta é a merda que chamam de guerra". ( Tradução )

GENTE RELES...

Gente reles... Fernando Pessoa.jpg

GENTE RELES...

 

Sabemos da existência de tantos,
Não sabendo de quem são filhos,
Embora se apregoando de santos,
Não passam de reles empecilhos...

 

Gente que nem merecem o olhar,
Quando se nos atravessam na rua,
Tentando sempre no melhor falar,
Alterar-nos a verdade nua e crua...

 

Que, não tendo onde cair mortos,
Se rotulam de mestres do mundo,
Num escárnio e do mais profundo...

 

Gente reles, que chupam os ossos
Àqueles que se vendem na alma,
Lhes oferecem a carne, na calma...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
            ( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

TERRA QUEIMADA

Terra queimada #1.jpg

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TERRA QUEIMADA

 

Sentado à mesa de um café
E olhando as pedras da calçada,
Perco o que resta da fé,
Olhando tudo e sem ver nada.

 

Passam notícias de guerra
No monitor de televisão,
É mais um capítulo que encerra
O que era previsão...

 

Os falcões são sempre os mesmos,
Andem por onde andarem
E nas presas que encontrarem.

 

Engulo a bica, em pensamentos
Que nem vos quero contar...
Pior que bombas a rebentar!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
            ( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

VOLTAR A SER CRIANÇA

Voltar a ser criança #3.jpg

VOLTAR A SER CRIANÇA

 

Perguntaram-me um dia,
O que quereria ser,
Quando, um dia, crescesse?...
Respondi, tão simplesmente:
Quero voltar a ser criança,
Voltar a ser um menino
E ter sempre na lembrança
O quando era pequenino...
Viver os sonhos do momento,
Em todo e melhor facto,
Liberdade solta ao vento,
No palco de qualquer acto,
Saltar, feliz e contente,
Mesmo de barriga vazia,
Até que, um dia, morresse...
A vida é feita às avessas
E quando já algo sabemos,
No nosso caminho partimos,
Nada levando em amarras
Tudo o que conseguimos
E, por mais, até deixamos
O que houve a aprender...
Voltaria a ser o espanto,
Aquele melro pequerrucho,
Bem rosado e gorducho,
Brincando por todo o canto...
Ser relógio, sem qualquer hora,
Dando minutos ao reverso,
Batendo, pela vida fora,
Belos toques de verso...
Tornar a ser o traquino,
Sem me preocupar em nada,
Sendo tudo, no meu destino,
Num mundo conto de fada...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
            ( Imagem da net )
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MÃE AZUL

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MÃE AZUL

 

De onde venho, quem sou e onde vou,
Neste presente que por tal me agarra,
De fértil passado e que para trás ficou,
Que por defeito sou refém à tua garra?

 

Eu e demais, que somos parte de nada
Neste probo azul, de mãos à sua sorte,
Terra árida e estéril, nalguma enxada
E esperando o momento da tua morte.

 

Nesta já longa caminhada do deserto
E por dunas, edificadas na ignorância,
Nalguns pecados e que me são perto,
Imploramos e agora, à tua paciência...

 

Mãe azul, abandonada no teu espaço,
No pior sacrilégio, que há tanto dura,
Este teu filho, se senta no teu regaço
Pedindo perdão... e na honra futura.

 

... E que esse apaziguar da tua crosta
Sejam melhoras, à tua débil matéria,
À loucura e tanta perversão imposta,
A tal purgar, de qual e podre artéria...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
            ( Imagem da net )
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SIMPLES PALAVRAS...

Simples palavras.jpg

SIMPLES PALAVRAS...

 

São minhas, ou deste mundo, estas palavras
Que se entrelaçam docemente nesta chuva,
Que também molham, por tão verdadeiras,
Escorrendo na vertical, como néctar de uva...

 

Desprendem-se, numa ansia de desespero,
Clamando, em conjunto, por quem as oiça,
Levadas pelo vento e que tanto não quero,
Num vai e vem, numa corda que as baloiça.

 

Dançam, uma dança de lobos, tão sozinhas,
Que nunca sei quando terminam, cansadas,
Expostas às intempéries e de tão molhadas,
Regeladas no silêncio e pobre agasalhadas.

 

Distanciam-se e prendem-se num espaço
Que pouco lhes pertence, profundo lodo,
No baixio do pântano em que me enlaço
E não se permitem sair, presas ao fundo...

 

Agarram-se ao que podem e demais resta,
Percorrendo os caminhos de qual deserto,
Espreitando à entrada de qualquer fresta
E esperança de encontrar algo por perto.

 

Cobrem-se dos grãos de areia, restantes,
Pisados por tantas bestas que passaram,
Que tudo prometeram, nalguns instantes
E que, no final, pouco ou nada deixaram.

 

Fica e sempre, toda a merda que fizeram
E que outros animais teimam em comer,
Rebolando-se em tudo o que lhes deram,
Não sei se por necessidade, se por prazer...

 

Mas sei que existem dias em que choram,
Levam para casa o que lhes sobra de tal,
Deixando à solta quem mais os exploram,
... Que não comem do mesmo e por igual!

 

... Que tudo são palavras que leva o vento
E que após a tempestade vem a bonança,
Que enquanto para uns sobra um rebento,
Para os demais rebenta-lhes a pança...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
            ( Imagem da net )
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CIRCO DA VIDA

Circo da vida.jpg

CIRCO DA VIDA

 

Neste circo da vida,
Tudo é arte e emoções,
Nas piores e melhores razões...
Um esplendor de magia,
Num espelho que nos ilude
E distorção que nos confunde,
Num palco repleto de luz,
Vivido no dia-a-dia,
Nas sombras que esta produz...
Peripécia de artistas
Num trapézio de palavras,
Bem ocultas malícias
Encenadas nos bastidores,
Obra de encenadores,
Ao rubro aplaudida
E bem melhor produzida.
Ventoso vale de confusões,
Alto e baixo de planaltos
No cerco de algumas serras,
Extensão de ilusões,
Repleta das piores feras,
Enviando os seus recados...
Animais esfomeados,
Por caminhos recatados,
Escolhendo as suas presas
E já bem alimentados...
Pobres dos amaldiçoados!
É um circo bem montado,
Jaulas ocultas aos olhares,
Inocentes atrás das grades
E de palhaços recheado...
Tanta alegria que paira no ar,
Fazendo-nos acreditar
Naquilo que não é verdade
E que não há razão para chorar...
Palhaços, frente a frente
... E mais palhaço é quem não sente!
... Ai, que ansia de gritar,
Em toda esta vontade,
Nesta causa, que é perdida!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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RUY DE CARVALHO

Ruy de Carvalho.jpg 

RUY DE CARVALHO

 

Mestre!... Que mais queres que te diga, actor?...
Tu és genuíno, o maior... o esplendor da obra,
Naquilo que demais tens... Um grande senhor!
Mestre na vida, no palco e que por mais sobra.

 

... Sendo que e quando, nesse teu dia, partires,
Tal quanto eu, pois que também me decidirei,
Não quero, – proíbo-te! –, que, contigo, leves
Aquilo que deveras te reconheci e comunguei...

 

A certeza, profundidade, mestria do trabalho,
Entendimento, que só os maiores conhecem...
Tu, sobejamente conhecido, Ruy de Carvalho,
És dono do palco, que só os deuses merecem.

 

Imploro-te que nos deixes o que te foi sabor...
Essa tua sabedoria, amigo de bastidor, a arte,
Tudo em que demais e mais foste o professor
E dessa divindade e teu teatro, fizeste parte...

 

Sempre serás vida neste universo e tanto teu,
Em que lutaste, conseguindo merecida vitória,
Dando alegrias a um público que te mereceu
E, se às vezes ingrato, te reconheceu a glória...

 

Deixa que te acompanhe, nas tuas vicissitudes,
Que contigo aprenda o que de melhor houver,
Recebendo, num teu ensinamento, as virtudes,
A vida, a humildade, no supremo do teu saber...

 

E quando chegar o calmo dia, partirei contigo,
Mesmo e que, por mais tardio me seja salutar,
Sei tal e sem te conhecer, perderei um amigo,
Um daqueles... e pelo que valerá a pena lutar.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
            ( Imagem da net )
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