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NOITES DE OUTONO

Noites de Outono.jpg

NOITES DE OUTONO

 

Conheço esses caminhos nos quais passeias,
Essas estradas plenas de pó e teu esconder,
Os olhares ao teu redor, enquanto vagueias,
Questionando a hipótese de alguém te ver.

 

Revejo as pedras da estrada, seus recantos,
Suas curvas, ervas secas e torradas pelo sol,
Essas bermas, desabrochando de encantos,
Nessa distância ao ver e tão doirado lençol.

 

Procuro-me nalgum encontro de tão longe,
Deambulando o princípio dessa tua estrada,
Em que quanto mais a anseio mais me foge.

 

Será, nalgum observar das estrelas, à noite,
Que mais saudades te tenho, minha amada
E poucas palavras saberei às que me afoite.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )

 

PARECER E NÃO SER

Parecer e não ser.jpg

PARECER E NÃO SER

 

Vivemos num mundo de presunção,
De empinados doutores, sem culto,
Gente que nunca se olhou no vulto,
Gentalha parecendo o que não são.

 

Intelectuais, que não se misturam,
Estimando-se superiores ao vulgo,
Que nessa ataraxia se masturbam
Em críticas irrisórias ao meu julgo.

 

Mera ilusão desta falsa sociedade,
No que se enganam e nos iludem,
Podres no tédio de tanta vaidade
E nada mais ao que lhes chamem.

 

Licenciados, rótulos do seu canudo,
Pura massa encefálica regurgitada,
Idolatrados nalgum ego tão agudo
E grave anunciada morte agitada.

 

Figurantes peças de carne amorfas,
Algumas já amarradas por arames,
Vexadas, pendentes às suas portas,
Orgulhosos zombies deambulantes.

 

Fixam-nos de lado, nalgum escárnio,
Rebolando-se na sua superioridade,
Mas que nunca existiu... Triste fadário
Em tanta falta e falha de humildade!

 

Nesse trilho e de reservado penhasco,
Lá seguem, como tantos e sem saber,
Enquanto é tempo e o saber é fresco,
Ter que ver de frente e olhos de ver...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )

LOBO SOLITÁRIO

Lobo solitário.jpg 

LOBO SOLITÁRIO

 

Com o olhar na distância do desconhecido,
Desbravo o infinito em corrida de alcateia,
Nesta lupina postura, à liberdade rendido,
Farejando à minha volta toda a imensidão,
Naquele maravilhoso encontro da solidão.
Com o olhar bem alinhado, sigo em frente,
Garra sempre pronta para o que der e vier,
Ouvidos na busca de inaudível sonoridade,
Calculadas pegadas, de forma inteligente
E deixo pela vereda o que haja a esquecer.
Levo comigo a força de um grupo solidário,
A determinação do que sempre tive ideia,
Umas vezes sociável, outras no isolamento
E tão natural neste tão nobre pensamento;
Se tanto o não for, convicta será a vontade
Que tantos anseiam, desde a maternidade...
Neste meu longo percurso de lobo solitário,
Sigo meu trajecto, meu destino e liberdade.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )

MÃE NATUREZA

 

Mãe Natureza.jpg

MÃE NATUREZA

 

Ah, Mãe! Tu, Mãe Natureza, que me restas,
Quantas mais facadas sofrerás, até à morte,
Neste percurso de riqueza de tantas bestas
E entregue no esquecimento e à tua sorte?

 

Quantas vezes mais terás que te confrontar,
Sozinha, neste abandono e à minha tristeza,
A tantos maus-tratos, fraca, no teu sangrar
E um tanto farrapo, lúgubre na fria certeza?

 

Teu corpo, já seco, é prazer na pior violação...
Nas veias, tão torturadas, há veneno a correr
Que alguém lhes injectou e sem compaixão,
Tal foi o seu macabro luxo em ver-te sofrer.

 

Teus filhos, esses mal-agradecidos abortos,
De nada se interessam, na lúdica matança
E participativos, na ganância de tão porcos,
Cegos no lucro e na futura legada herança.

 

Resta-te e para teu conforto, a tua vingança
No dia em que os receberes nos teus enleios,
Mas já tarde para entenderem a indiferença
Do que recebem e levaram dos seus anseios.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )

QUEM PENSAS QUE ÉS

Quem pensas que és.jpg 

QUEM PENSAS QUE ÉS

 

Tua boca, quando falas, tresanda a fossa,
Tanta é a merda que deitas cá para fora,
Esquecendo se a tua vontade é a nossa...
E tempos atrás não falavas como agora!

 

Quem és tu, para me falares tanto assim?...
Que se nessa cadeira te sentas e me olhas,
Me evitas, desprezas, tudo é graças a mim,
Pois que foi meu voto que agora exploras!

 

Quem és tu, que bem vives à minha conta
E a que tal te esqueces, na tua ignorância,
Que me fazes perder a já pouca paciência?...
Que te votas ao desprezo na tua afronta!

 

Quem pensas tu que és e se nada valendo
Te empoleiras nos mais nojentos poleiros,
Ignorando quem à tua culpa vai sofrendo,
Alimentando essa tua matilha de rafeiros?

 

Coloca a ti próprio tamanha interrogação,
Sabendo, eu, que em nada te vai resolver,
Tão óbvia será a lacuna da tua indignação
E que continuarás a viver de quem sofrer...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )

facebook...

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facebook...

 

Atenção, boa gente, que vou começar a fazer limpeza, o que me leva a dizer, uma vez mais, o quanto o facebook, não por culpa do sistema, mas porque existem pessoas que não merecem o que lhes dão à mão e que o referido já deveria ter tomado previdências... Simplesmente bloquear a maioria das pessoas! Chega de falhas no sistema, quanto a clonagens, pedidos de amizade e criação de páginas não devidamente identificados, entradas e aderências sem autorização, conversas absurdas e que de nada contribuem para a sociedade, pontos de engate aos mais diversos níveis... CHEGA!!! As pessoas são livres do mais diverso pensamento, desde que o respeitem e respeitem os demais, não utilizando o domínio público, que é de todos, sendo que, em sua casa todos têm os seus direitos, mas não na dos outros... isso é abuso de confiança e liberdade, má educação, falta de inteligência, ignorância e pouco ético. Vou começar a varrer gente, que merece, simplesmente, ficar em casa a ver televisão, nas suas telenovelas, futebol e pouco mais!... Caso surja algum possível lapso da minha parte, quanto a anulação de intervenientes, agradeço pedido de amizade, a fim de ser reanalisado. Bem-hajam e não chateiem, ficando no vosso mundo e não entrando no mundo dos outros, com o que daí advém... Não que isto vá resolver algo, mas lanço um apelo ao Mark Zuckerberg e ao facebook... LIMPEM ESTA GENTE DO SISTEMA!!!

CATALUNHA

Catalunha.jpg

CATALUNHA

 

Viva, a Catalunha livre e luta que vive,
Abençoado e genuíno berço de nação!
Viva, tal gente, que ao jugo sobrevive!
Viva, tal férreo, resoluto povo catalão!

 

Viva, a sua liberdade, independência!
Viva, esses caminhos e determinação!
Viva, tamanha raça, que na sapiência
Busca um final a tão longa usurpação!

 

Levantem tais foices ao firmamento,
Na vossa batalha de sangue e alma,
Procurem a força num chamamento,
No vigor desse sangue já sem calma.

 

Proclamem e bem alto, a vossa voz,
Num direito a que tanto vos assiste,
Rumem em frente, nessa luta atroz,
Por de quem nunca à glória desiste.

 

Catalunha, teu sangue é tua vitória,
Ao hastear vitorioso a tua bandeira,
Lembrança ao passado com história,
Uma língua, cultura da mais cimeira.

 

Viva, Catalunha sã e independente
E caminhos áureos de tal libertação,
Sem rodeios, destemida, em frente,
Que a vossa luta seja a outros lição!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
https://www.youtube.com/watch?v=kBlj25XgFgA

 

OBRA

Obra.jpg

OBRA

 

Quantas vezes questiono o que é obra?!...
Obra, no mais determinado sentimento,
É liberdade de expressão que nos sobra
E indiscutível arte, sem mais argumento.

 

Obra, é tudo o que demais superior resta,
Por de mais criticada, odiada, que tal seja,
Sendo tanto o que de soberbo mais atesta
E que mais perfeito, puro, o artista deseja.

 

Obra, é o mais profético caminho traçado,
A quem mais preza a liberdade na solidão,
Nalguma esperança e do mais desgraçado,
Anotado de louco varrido, nalguma razão.

 

Todos os obreiros, na sua arte, serão zeros
Omissos, à esquerda, como se matemática,
Em que o número falará por si nos tempos,
Numa mais influente manifestação gráfica.

 

Obra, será o traço incógnito neste Universo,
Num caminho percorrido pelo maior idiota,
Perseguido ao seu conceito, de tão adverso,
Ao qual, enquanto carne, se fechou a porta.

 

Obra, será tudo e quanto de mais indistinto,
Na terrível incompreensão de tanta loucura,
A que ao mais comum dos mortais será mito,
Mas que num espaço do tempo será perdura.

 

Obra, será sempre algo imaginado de novo,
Por mais simplista que seja a sua formação,
Mais singelo, ou erudito, que seja um povo,
Sendo importante o que feito por devoção.

 

E obra não será só arte figurativa, mas a arte
De resistir a tudo e a todos, em pensamento
E uma marca no tempo, ficando quem parte,
De quem, para a obra, não existiu momento.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )

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