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ESCRITA DE CAMÕES

Luís Vaz de Camões.jpg

ESCRITA DE CAMÕES

 

Que viva, Vaz de Camões,
Tanto o escritor da sua língua,
Quem não anda aos trambolhões,
Por qual escrita de míngua!...
Que se enterrem os acordos,
Tais cavadelas ortográficas,
Que os heróis se façam surdos,
A quantas sátiras gráficas!...
Que se glorifique o poeta, a escrita,
Que conhecimentos deu ao mundo
E que jamais seja restrita!...
E que tal gramática nos conduza,
Por quanto orgulho profundo
E nenhuma outra nos seduza!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

Acordo Ortográfico III.png

 

 

ÍNFIMO ÁTOMO DO COSMO

Massa atómica do átomo.png

ÍNFIMO ÁTOMO DO COSMO

 

Neste infortunado balão de oxigénio,
Sinto-me mero e desajeitado átomo,
Procurando outro qualquer que seja,
Algo que de mais necessário se veja,
Talvez para formar uma gota de água,
Escorrendo por um leito de rosto,
Olhando o mundo, bem lá longe,
Perdido e em quanta mágoa,
Pelo nascer do Sol e ao sol-posto,
Coberto de parecidas vestes de monge,
Mas tão humilde, como de génio,
Neste Universo que tamanho amo
E em que outro mundo me reclama,
Num pensamento que se faz chama...
Não me entendo filho de madragoa,
Tampouco seguidor de crenças
E escrevo a minha própria tábua,
Por doutrina de desavenças.
Sou simples átomo do Universo,
Um mundo de controverso,
Em que tudo e quanto peço,
Nada mais é ao que ofereço...
Ser caudal de qual ribeiro,
Água limpa e que premeio,
Ser rio, chegando ao mar,
Misturando-me pelo meio,
De quantos me são primeiro,
Mas sem ninguém atropelar,
Ser brisa, vento que anda no ar,
Soprando rajadas do verbo amar!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

DESILUSÃO DE UM PORTUGUÊS...

Desilusão III.png

DESILUSÃO DE UM PORTUGUÊS...

 

Com esta greve dos motoristas de matérias perigosas, por direito à luta nos seus direitos e como qualquer outro português, aprendi até que ponto alguns sindicatos não passam de subservientes dos partidos aos quais estão associados e não àqueles que dizem defender e alinhando com um (des)Governo, demagogo e arrogante, provando o quanto ditador como qualquer outro sistema, eleito pelo povo e que, na altura de defender a sua necessidade, se coloca ao lado de um patronato, que de longe respeita as regras da classe trabalhadora e, demagogicamente, apoia o egoísmo de uma determinada maioria, –ou não!–, olhando para si própria, preocupada pelo abastecer de combustíveis, para seu bel-prazer de férias e fim-de-semana, como se de água se tratasse para alimentar as necessidades do seu corpo, provando o quanto hipócritas são e nunca deixarão de o ser, neste seu colocar ao lado de interesses e que dizem renegar. Provou-se, assim e com alguma mágoa, aquilo que várias vezes tenho afirmado dessa maioria de portugueses... Espero que não seja preciso, o que seria mau prenúncio, que estes mesmos não necessitem de beber do seu próprio veneno, numa qualquer altura que necessitem de lutar pelos seus direitos. Nesta desilusão, desejando sorte aos motoristas, dou por terminado quaisquer posteriores comentários ao assunto envolvente e que, tais portugueses, não se esqueçam do pensamento que desenvolveram e consigam dormir descansados, no caminho do fim daquilo para que outros se sacrificaram e lutaram... É o povo, o (des)Governo, a Cultura e mentalidade, os sindicatos, no atraso que mantemos e manteremos, face ao resto da Europa e ao mundo civilizado!!! Como em toda a história, o tempo se encarregará por fazer justiça...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )

 

BATER DO CORAÇÃO

Coração que bate.gif

BATER DO CORAÇÃO

 

Como este coração bate!...
Bate, bate, meu coração,
No bater de tua arte,
Mesmo que não tenhas razão.
Bate, por quanto não exploraste,
Por quantas mais caminhadas,
Pelo que ainda não viveste
E obras não alcançadas.
Bate, pelo que queres e não tens,
Mas que anseias atingir,
Mesmo que sem vinténs,
Mas numa vida a sorrir...
Bate, coração, bate e ritmado,
Por mais que hajas alcançado
E que não te aches apeado
Àquilo que mais desejado.
Bate, dando asas a qual sonho,
Corre calmo, neste curto caminho
E o percurso é tão medonho,
Mas não te sintas sozinho...
Bate, bate, devagarinho,
Olhando tudo quanto à solta,
Bate, bate e de mansinho,
Sentindo o que anda à volta.
Bate, deliciando toda a paz,
Mesmo em guerras desfeito
E provando do que és capaz,
Por quanto mais me deleito...
Bate, bate e continua batendo,
Cantando, de alegre e feliz,
Que o tempo está chegando,
Para ouvires o que ele te diz...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
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GOSTARIA DE SER BOMBA

Bomba Nuclear.png

GOSTARIA DE SER BOMBA

 

Há dias, que gostaria de ser bomba,
Rebentando com tudo à minha volta
E que não sobrasse qualquer lomba,
Levando tudo e sem olhar a monta!
Não seria somente pelo dia de hoje,
Mas por quantos outros declarados...
São tantos, mas um que mais enoje,
Em tais pensamentos esfarrapados.
Há dias, que quereria ser dinamite,
Pólvora, ou a mais potente nuclear,
Rolar sobre certa gente, de chaimite,
Abafando certas bocas, em seu falar.
São dias e que gostaria de rebentar,
Espalhar minha merda, sobre merda,
Mandar este lugar de merda pelo ar
E não lhe sentir a falta, nem a perda...
Nestes dias, esqueço-me de pensar,
De ter raciocínio e que a mim valha,
Cada palavra que oiço é um peidar,
Fedorentas bostas caindo em palha...
Não entendo, nem quero entender,
Quanta estupidez que anda à solta,
Mentes ocas, desprovidas de saber
E criticando quem mais se faz à luta!
Pobre sociedade e que tal prolifera,
Como ervas daninhas e pelo campo,
Servindo de mijadouro a quanta fera,
Retrete putrefacta e sem qual tampo...
Há dias, ao que adoraria de estoirar,
Deixar tantas marcas pelas paredes,
Que não houvesse forma de limpar,
Tal escorrer de merda e de saberes!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
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