Que triste e miserável, mundo este!... Falta de dignidade e numa transversal, Seja qual for o poder, ou o grupo social, Sendo tudo massa da mesma betoneira, Misturadora ferrugenta e a tantas igual, Que vai rodando, ruidosa e tão parcial... Que corrosiva situação tal, devastadora, Vivendo na mais devassa, enganadora, Promiscuidade e consciência demente. Em minha revolta, nesta minha asfixia, Tento entender esta fecunda ataraxia, A lacuna de líderes e se ainda existem, Pois que tais candidatos logo desistem, Não querendo ser parte dos farsantes, Políticos dos mais variados quadrantes E as triviais personagens que resistem, Adicionadas como pessoas não gratas, À cor do lápis azul de cabeças ingratas, Subservientes intelectuais e parasitas, Que pouco mais fazem que polir botas Àqueles que os aconchegam e benzem... São benzeduras diárias, ornamentadas E paralisantes de individuais pensares, Provocantes de choros e a tais esgares E que me leva a pensar se sou palhaço, Ou simples molde de cera, sem espaço. Que miserável e adorável mundo novo, Em que o nobre come a mente do povo... Não florescem novidades, mas enganos, Cada dia que passa e ao longo dos anos, Emergindo os corruptos e qual vigarista, Como cogumelos, por prado verdejante, Envenenando o mais descuidado viajante, Iludido nas belas cores dum fungo artista... Mas queremos crer ser este o tal paraíso, A que um novo despertar não é preciso... Pobre mundo, a quem a Natureza o deu! ... Um tal herdeiro, que nunca o mereceu! Neste ruidoso abrir e suave cerrar portas, Vamos vivendo o conforto da pasmaceira...
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Corre sangue pelos teus campos, Palestina e terra mártir; Choram teus filhos, em luto, Às mãos de um invasor, Esse povo tão astuto, Pelo meio de tanta dor. Triste e esquecida nação, Que sem qualquer protecção É um povo sofredor, Às mãos de quem, sem pudor E, mesmo que se passem anos, Algum dia há-de partir. Fazem-se cegas as nações, Fecham-se às tuas razões, Encobrindo o infractor E não ouvindo o teu clamor... São interesses escondidos, À sombra de tanto dinheiro, Que tornam bem protegidos Os que matam a tempo inteiro. Pobre Palestina, nesse teu destino, Pobre povo, morto menino, À ganância de tantos loucos E cumplicidade dos moucos. Professa-se uma obra divina, Mata-se em nome de um Deus, Numa doutrina cretina E sem julgamento dos réus... Sacrificada gente, pobre Palestina, Miserável déspota, triste sina!...