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ESTATUTOS DE PAVÃO

Estatutos de pavão.jpgESTATUTOS DE PAVÃO

Eu entendo que tenhas esse estatuto,
De melhor actor, escritor, ou de fadista,
Engenheiro, pintor, ou célebre pianista,
Historiador... eu sei lá de quantos mais,
Quer seja por mereceres, ou por astuto,
Mas não necessitas de o ostentar demais,
De abrires as penas do rabo, feito pavão,
Tornando a tua imagem num parvalhão!
Não te coloques acima de outro alguém,
Pois que cada tem uma pedra no sapato
E sem justificação como esta lá foi parar
E que, ao certo, não passas de ninguém...
Não mostres, no pódio, essa ignorância,
Mas sapiência, a quanto daquilo que és,
Torna-te fio condutor por tal referência
E para que, um dia, não sofras um revés.
Eu percebo, a que queiras dar nas vistas,
Mas estruturas palacetes sem cobertura,
Ventilados e expostos às nuvens brancas
E esquecendo que tais são de pouca dura...
Sê responsável e, acima de tudo, sensato,
Medindo os teus pensamentos e no falar,
Recolhe essas soberbas e coloridas penas,
Nem espalhes todo esse estridente som,
A que, às vezes, as vozes mais pequenas,
São as que mais se ouvem, a melhor tom!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

SIMBIÓTICA PAIXÃO

Simbiótica paixão I.pngSIMBIÓTICA PAIXÃO

 

Ao início da tarde, partimos os dois...
O que iremos fazer, veremos depois,
Tanto é a ânsia de certa parte incerta
E de conhecer lugares, que desperta!

 

Calmos e serenos, como dois loucos,
Seguimos por aí e feitos de broncos,
Mãos dadas, sem nada mais importar,
Por essas estradas e ao que nos levar...

 

Dançamos e por sons que despertam,
Olhando à volta, em montes coloridos,
Para que demais males se esqueçam.

 

Pelas curvas e quanto atrás do cerro,
Deixamo-nos embalar, tão decididos,
Nesta carne e tu... tal cavalo de ferro!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

ABSTENÇÃO COM RAZÃO

Abstenção com razão.jpg

ABSTENÇÃO COM RAZÃO

 

Sou obrigado a votar,
Ou a descarregar o caderno?!...
Só se for pros condenar,
Para as chamas do Inferno!

 

A abstenção é o meu voto,
No meu direito de liberdade,
Com o resto não me importo,
Enquanto não houver verdade!

 

Há quem defenda a obrigação,
De votar em tal chulagem,
... Porque portas de razão?!

 

... Só se for numa ditadura,
Imposta pela malandragem,
Tais bestas, sem ferradura!

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

VENTOS DE MÁ SORTE

Ventos de má sorte I.jpgVENTOS DE MÁ SORTE

 

Sopram ventos de Norte,
Com histórias pra escutar,
A gente com pouca sorte
E que não ousou acordar...

 

Gélido e previsto futuro,
Vai entrando pelas casas,
Bate a portas sem seguro,
De pobre gente sem asas.

 

Entra, levando-lhes tudo
De algo que não tiveram
E que muito menos terão...

 

A mando de um pançudo,
Esse que nunca quiseram
Escutar na certa atenção.

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

QUANDO ACONTECER

Quando acontecer II.jpg

QUANDO ACONTECER

 

Quando pensares que estás sozinho,
Acredita que é mentira!...
Quando pensares em seguir os teus sonhos,
Em lugar de quantas ilusões,
Chorarão os teus olhos!...
Quando te afastares de tantos encontrões,
Deixarás de te preocupar com a ira!...
Quando tudo isto entenderes,
Seguirás o teu caminho,
Naquilo que melhor souberes!...
Quando os teus olhos chorarem de alegria,
Perceberás que a sociedade,
No seu merecido altar,
Deixou de ser género, simples cria,
Bebendo de quanta verdade
E reconhecendo o verbo amar!...
Quando tudo isto acontecer,
Voltarás a ser vida, o teu próprio ser!...

 

( Manuel Nunes Francisco ©® )
( Imagem da net )
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto - Código do Autor. O autor autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, assim como a imagem inédita, se existente, desde que mantidos nos seus formatos originais e obrigatoriamente mencionada a autoria da obra intelectual.

 

DISCUSSÃO A CHE GUEVARA...

Che Guevara_Aleida March.jpg

DISCUSSÃO A CHE GUEVARA...

Sendo quem era, nas suas origens, em que o bisavô terá sido dos homens mais ricos da América Latina, armador e dono de fazendas, preferiu não se acomodar, nem vender, a uma vida de conforto, lutando pelos seus ideais humanos e nunca ao lado de quem todos sabemos, tendo pago por isso, um quanto à semelhança de Cristo e ao contrário de outros. Questiono, por esse mundo fora, quantas atrocidades foram e continuam a ser cometidas, em nome de qualquer religião, assim como de interesses pessoais e colectivos; vejam-se os casos actuais de guerras influenciadas e participadas, por parte dos americanos, russos, franceses, ingleses, etc. e cometendo assassínios de bradar aos céus, naquilo a que se condena o Che, esquecendo as forças de circunstância às alturas, no porquê e porque estas sucedem... Numa guerra, ou guerrilha, há sempre os dois lados, muitas vezes infelizes para qualquer das partes envolventes, principalmente para os inocentes, em que se mata, ou se é morto e os fuzilamentos fazem parte de tais situações, infelizmente. Dito isto, olhando a factores históricos e em que os mais diversos intelectuais o reconheceram, –refiro-me a Che!–, tal como Jean Paul Sartre, Simone de Beauvoir, assim como uma revista norte-americana, considerando-o como das figuras mais importantes do século XX, nada mais haverá a acrescentar, a não ser que é tempo de esquecer demagogias e ao que não aceito lições de moral e quanto a factos comprovados...
https://pt.wikipedia.org/wiki/Che_Guevara#Recuperação_dos_restos_mortais
( Manuel Nunes Francisco ©® )

 

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